Terça-feira, Março 31, 2009

A Aventura do "Tunooliganismo"

Mais um teaser: Tunooligan. Misto de Tuno com Hooligan.

Não é matéria nova a que agora se aborda, a relação - pretensa e efectiva - entre alguns actos menos próprios ou mesmo impróprios de um qualquer cidadão - que fará de um estudante universitário e mais ainda de um dito Tuno.

Francamente, é algo que eu liminarmente abomino, censuro e ataco de forma directa, frontal e efusiva. Não consigo entender o que possa levar a actos de mera e pura vandalização dos bens alheios num meio que por essência em caso algum poderá sequer pensar em tal, que fará em fazê-lo. Alega-se porventura a doce jovialidade e expontaneidade estudantil e tunante para "justificar" o que quanto a mim é simplesmente injustificável. Todos nós sabemos e mesmo assistimos a situações deste tipo e é importante que não se mistifique esta questão: elas ocorrem - como ocorrem no futebol, na via pública até, em qualquer sitio - no nosso seio. Sejamos claros, identifique-se a doença para assim se chegar à cura.

O pior destas situações - como se não bastasse por si só os actos em causa - é o chapado rótulo que todas as Tunas e Tunos levam, ou seja, o fenómeno em geral, que obviamente serve variados interesses e a começar os daqueles que - por qualquer razão que me escapa ou talvez não - gostam tanto de Tunas como a Coreia do Norte gosta dos E.U.A. É uma eterna questão que se reflete por exemplo, noutra, o consumo de alcool, parecendo que só os Tunos é que bebem copos neste país e os outros bebem leite ou água das pedras, sendo certo que a taxa de detenções na estrada por excesso de alcool raramente contempla um camionista, um vereador municipal ou até mesmo um militar da G.N.R....

Tudo isto reflecte a questão essencial: Imagem generalizada. Matizemos o essencial aqui, que será uma corrida que já fazemos de trás para a frente no sentido do crédito geral, imagem positivista, alegria natural, tradicional e com música a rodos. Ainda há uns tempos um dito Professor Doutor chamou no seu blogue aos festivais de Tunas "convenções masturbatórias". Já sabemos que a imagem que detemos é uma soma do que somos geneticamente - a boémia numa sociedade como a nossa que se rege pela golpada de fato e gravata é mal vista porque a boémia é natural e desinteressada, o oposto precisamente da sociedade em que vivemos - e do que vamos fazendo quando damos largas à nossa natureza muito única, própria, ainda por cima com forte instinto migratório.

Obviamente que esta envolvente por si só já é, nos dias e sociedade de hoje, um factor que nos obriga a todos a zelar pela tal imagem generalizada, obrigando-nos desde logo a dar o dobro na procura do passar de um rótulo mais positivista, mais leve, mais claro e com isso, mais condizente com aquilo que a sociedade acha que deve ser o exemplo do estudante universitário. Já bem bastam os "borrachodromos" patrocinados pelas "Queimas" para que metade do que as Tunas bem fazem caía por terra num ápice. Ora, se a isso somarmos mais "granel" por nós feito, estamos mais do que conversados. Daí a importância suprema de uma tolerância zero face a situações que desde logo colocam em causa não somente o próprio, como o seu grémio, como acima de tudo todos nós.

A somar a todo este cenário a percepção que ainda se vai detendo entre a noção "de preto nunca me comprometo" - uma espécie de pseudo-protecção desresponsabilizante aburdamente irracional e anti-Tuna até - e a noção "virtudes publicas, vicios privados" que leva alguns a fazer na Tuna aquilo que nunca fariam em casa, no trabalho, na rua, na sociedade, julgando - e mal - que a Tuna serve precisamente para isso mesmo quando a Tuna deve ser acima de tudo uma escola de virtudes públicas pelo exercicio de virtudes privadas. Confunde-se boémia com bebedeira, confunde-se piada com insulto, confunde-se seriedade com arrogância, confunde-se a loucura da mocidade com a loucura do "Magalhães de Lemos". Temos aqui um remix contemporâneo ao fim ao ao cabo do que era a Roma de Nero, com valentes e garbosos cidadãos de Roma que eram nada mais nada menos a escumalha da mesma Cidade-Estado (sem generalizar, tome-se bem nota; a esmagadora maioria das Tunas e Tunos sabe-se comportar devidamente, deixo a nota óbvia).

Pode-se alegar que estas coisas sempre existiram. Provavelmente quando tudo era ainda demasiado novo até ocorriam mais vezes. Por isso é que agora não pode haver contemplações sobre tais matérias. Por isso é que estas coisas são hoje absolutamente intoleráveis. Por tudo isto é que o Tunooligan tem de ir pregrar para uma qualquer claque. E aí ao menos tem uma vantagem, pode sempre dar a cara que não lhe acontece nada....

Um Tuno não comete actos de vandalismo. Se o fizer, não é Tuno e na mesma hora deixa de o ser.

Quinta-feira, Março 26, 2009

A Aventura das Divisões

Ora cá está mais um tema que tem dois pólos completamente em colisão de fase. O 1º pólo indica a alguns que as divisões - portanto, por si só, já indica divisão, apartar - são uma espécie de "campeonato" - e ainda não vislumbrei onde o mesmo exista e muito menos como é disputado... - que serve para "dividir" as Tunas em "divisões" qual campeonato da bola mas a puxar prá "Liga dos Últimos", seguramente. Como anda - quase - tudo entretido em competir, usa-se o que se tem (em vez do que se deveria ter), nem que isso sejam coisas que de Tuna...nada têm.

Bem sabemos que a subsidiar esta "visão futeboleira" do fenómeno está a vertente competitiva e para alguns a somar a esta, a vetusta idade de algumas agremiações que, vade retro grémios recentes ou similares, quem é "Tuna com T" grande somos nós e o resto - tirando muito a contragosto porque politicamente correcto uma ou outra vestusta de igual modo - é tudo "de outra divisão", menor para eles já se vê. Curioso é que se se quiser levar até e somente à letra a vertente qualitativa, muitas vezes seria uma galhofa o resultado dos "derbis", estou seguro disso. Mas não é essa visão " Clubística" que me trás cá, até porque objectivamente inóqua, imbecil e que em nada tem a ver com o que interessa de facto ao fenómeno tunante, por muita "cagança" que alguns julguem ter - à falta de "pujança", óbviamente.

Estão em oposição de fase a noção divisão por força de qualidade e/ou historial do grémio face à divisão do que são realmente Tunas e aqueles que se comportam como meninos de liceu, a medir os shot´s que bebem com os parceiros do lado até à monumental lavagem ao estômago - e tanta dor estomacal se vê a esses grémios de quando em vez, naturalmente. Esta noção de divisões baseada na pretensa qualidade e/ou historial vetusto é, no mínimo, néscio, porque sujeita desde logo o autor de tal "divisão" a colocar o seu grémio na ante-camera da humilhação mais dia menos noite. Em actividade alguma da sociedade a antiguidade serve para atestar uma pretensa superioridade moral, antes e sim, atestará uma eventual responsabilidade acrescida face aos seus pares pelo exemplo que deveria dar em qualquer circunstancia, por força precisamente do seu respeitável historial e nome que, certamente, lhes será reconhecido pelos restantes. Não entendo a constante necessidade de colocação em bicos de pés por parte dos últimos a necessitar de tal postura.

Já a divisão por força do que é a Tuna X, do que faz, da forma como se comporta, dos valores que acarinha, da visão Tunante no seu mais pequeno pormenor, na partilha desses mesmos valores, já essa divisão me importa muito mais e me parece se calhar - e sem intuito divisionário mas antes profilático - bem mais interessante de analisar e abordar. Nesta perspectiva, prefiro então chamar-lhe segmentação do que divisão; a 1ª ideia pressupõe uma noção bem mais prática, coerente e por tal, mais eficaz do que dividir por si só. Há seguramente por força dessa segmentação Tunas Mais Tunas (e no que toca ao mais puro que este conceito encerra e que raramente tem a ver com o respectivo prémio atribuído em 95% dos certames..) do que outras; há seguramente - e escamotear tal é erro crasso - Tunas Mais Tunas do que outras no que toca á manutenção e recriação dos mais importantes pilares da tradição tunante universitária.

A segmentação vista por este prisma é positiva - para haver X terá de haver Y, caso oposto todos se misturam e diluem - porque permite alimentar a bio-diversidade existente no fenómeno nacional - e aqui claramente temos um manancial de vantagem face ao uniformizado fenómeno espanhol e que apenas no nosso caso peca precisamente pela forma como se confunde por cá estes dois conceitos, segmentação versus divisão; é que segmentar não é um conceito negativo e antes potencia o que de mais positivo temos. Já divisão e no caso é uma noção nescia porque objectivamente negativista, pseuso-elitista e incomensuravelmente inepta até pela clara falta de cautelas e caldos de galinha que essa portura acarreta.

Seria importante que ao invés de se alimentar negativamente as divisões se procurasse alimentar antes a segmentação positiva; esta é assim mas aquela é assado; porquê?. E procurar que o assim e o assado sirvam para fazer a síntese entre e no todo do fenómeno tunante nacional. Há muito que sabemos que em Portugal cada Tuna é quase irrepetivel - mesmo com partilha de algum DNA comum e em alguns casos circunscritos, já para não falar em alguns traços de DNA "importados" aos nossos vizinhos espanhoís que atravessam TODAS as tunas portuguesas: o tocar de pé, o bailar de pandeiretas e estandarte, etc.
Ora, é um importante exercício retirar dessa diversidade o melhor que se pode dela retirar, cruzando informação, formas de estar, percebendo onde se pode melhorar e tudo isto baixo o mais importante: ser-se Tuna de facto. De todo me parece que puxar a "cagança" disto ou daquilo que vem derramado em todos os compêndios histórico/tunantes sirva para - e por si só - ser alvo de divisão, quanto muito alvo de humilhação se mal entendida ou então de segmentação se for bem entendida e praticada.

A responsabilidade histórica não diminuí, antes aumenta com o passar do tempo, das gerações.
E isso deveria ser por si só motivo não para divisões mas antes para união, partilha, exemplo. E quem tem de dar mais vezes e melhor o exemplo é quem carrega o Estandarte há mais tempo, sem prejuízo de todos os outros Estandartes deverem carregar eles mesmos essa responsabilidade, naturalmente.

Cá por mim, que jogo nas Distritais, ando farto de me rir com a caduca, repetitiva e estática "Champion´s League"; prefiro tocar "umas malhas" e beber uns copos com os que verdadeiramente gostam deste "desporto".


Post Scriptum: Esta não tem nada a ver com o acima mas lembrei-me: agora temos uma "nova moda" nas Tunas, as "porta-vozes". Já não se diz, manda-se dizer....

Sexta-feira, Março 20, 2009

A Aventura da Cooperação

Algo que desde há muito me "intriga" - ou não -
é a noção perfeitamente "bélica" que assola desde o (re)surgimento tunante de finais dos anos 80, inícios dos de 90 do Século passado, o relacionamento inter-tunas nacionais. Curiosamente, alicerçado nessa época então pelo fenómeno do ressurgimento da Praxe Académica, que alavancava com as Tunas essa tal noção "guerreira" derivada da procura de uma maior exposição de cada uma das casas de Altos Estudos Universitários existentes em cada cidade e/ou Academia (onde esta noção existe).

Sendo uma Tuna universitária um dos veículos transmissores de valores culturais únicos - como a praxe, de certa forma a etnografia local, a indumentária e por aí fora - a Tuna universitária em Portugal assumiu desde a sua génese supracitada um quase perfeito papel "musico/belicista", onde a mera representação se foi quedando para 2ºplano face à procura incessante de "melhor armamento musical" para "combater" o suposto "inimigo", necessáriamente e no contexto, as outras Tunas universitárias. Mais "estranho" este belicismo se torna quando é a música - ela por si só uma Arte - a "arma" preferencial utilizada, o que é e no mínimo um paradoxo, para o qual contribuiu - e esse é o pior préstimo do certame competitivo tal como foi e é assumido hoje - ao fenómeno Tunante em geral. Se a mera representação de - e com - um determinado Estandarte bastaria, passou-se e desde a infância tunante a utilizar a Arte que reproduz a Tuna - entre outras - chamada música como sendo uma "arma de arremesso". Aos dias que correm, já nem a música basta para tal arremesso bélico, pois até se utilizam upgrades acessórios de vária ordem para se fazer valer os "direitos" do "Sacro-Santo Império" que é a Tuna XPTO. Antes era com pedras, hoje é com pedras, fisgas, catapultas e/ou com o que mais jeito der ou mais jeito tivermos para. Como dizia o outro "eu não sei com esta escalada com que armas será feita a 3ª Guerra Mundial: mas a 4ª Guerra Mundial será feita seguramente com pedras e paus..."

Cada "derrota" no "campo de batalha" deleita o "opositor", que fica contente por ver o adversário a "lamber as feridas" sendo que na próxima vez, não só troca ou muda o vencedor da refrega como, pior, acaba-se com toda esta lógica por subsidiar o "espírito guerreiro" e não o que realmente importa. Dos consagrados Estandartes que de vitória em vitória passam ao menosprezo e desprezo que culminará na humilhação até, passando pelos Estandarte de moda, que deslumbrados com as vitórias se esquecem que a moda passa, terminando nos Neo-Estandartes que de vitória em vitória à mínima derrota logo se lembram de introduzir "novel armamento" que permita uma espécie de "vantagem estratégica", de tudo um pouco existe. Em suma, uma lógica Iraquiana com laivos Norte-Coreanos e uma ou outra pincelada de HighTeck pelo meio. Uns mais, outros menos mas a verdade é que todos subconsciente ou mesmo conscientemente subsidiamos esta "lógica belicista".

Ora, todo este cenário permite aferir o óbvio: a mais que conhecida falta de cooperação intra-tunas quer para o essencial do fenómeno, quer para situações particulares. Bem sabemos até que por exemplo, as figuras tradicionais do irmanamento e apadrinhamento entre Tunas nem sequer são por sí só garante de cooperação efectiva inter-tunas, que fará na esmagadora maioria dos casos. Curioso é assistir-se a uma sempre simpática deferência face às restantes precisamente quando estas estão no evento que se organiza; aqui sim, todas as presentes são "aliados" mesmo que ocasionais de algo que, francamente, nunca consegui descortinar. É que passada uma semana, a verdade de ontem passa a ser a mentira de amanhã, o que apenas é mais lenha para a fogueira beliscista em questão. Em suma, desde os tempos do Congresso de Viena de 1815 que não se via tanto granel diplomático como aquele a que se assiste nas Tunas nacionais, vamos convir.

Aliás, seria interessante importar-se uma série de conceitos da Diplomacia para o seio das Tunas portuguesas, a começar desde logo por estes:

1º) princípio da não-agressão;
2º) princípio da solução pacífica de controvérsias;
3º) princípio da coexistência pacífica;
4º) princípio da boa fé;
5º) princípio da obrigação de reparar o dano;
) Pacta Sunt Servanda (os acordos devem ser cumpridos);


Dou especial relevo às noções acima, o que permitiria desde logo com que a filosofia beliscista com que os certames são assumidos grosso modo se transfigurasse totalmente. Obviamente que o papel do promotor dos eventos competitivos tem um papel fulcral para a manutenção dos princípios acima anunciados, quase diria de senso comum até. Mas aquilo a que assiste em 99% dos casos é ao proporcionar de um local e hora para o início das "hostilidades" e lava-se as mãos como Pilatos quanto às consequências do que - mal - é feito com meia dúzia de barris de cerveja e a sempre caricata frase "o que interessa é participar", nem que isso signifique andar tudo à chapada. Um certame competitivo é um relacionamento inter-tunas com regras; ora, aplicando-se as regras acima seria bem mais cooperativo, justo, claro e objectivo. Se as Tunas acordam participar, se as Tunas concordam com as regras em questão, então lógico é que os acordos devam ser cumpridos (e não como se já se viu, incumpridos e por tal, com consequências falsas.)

Se por outro lado, quem promove eventos tivesse na sua realização a noção de cooperação, incutindo valores como os supracitados desde logo, provavelmente a noção de certame competititivo seria quase por si só um acto de cooperação entre todos os intervenientes no processo. Mas não, de "refrega" em "refrega" apenas mudam os Estandartes - salvo excepções perfeitamente identificadas e identificáveis. Pior que tudo isto é que quando alguém reclama com obvia razão - e na lógica dos pressupostos acima - é tido como "ressabiado" ou outros "mimos", o que obviamente deita por terra qualquer cooperação possivel e imaginária. Porque razão as Tunas nacionais não encaram o certame baixo os principios acima, por exemplo? Qual o medo por parte das promotoras dos eventos em por exemplo, reparar o dano? ( à Atenção dos clássicos regulamentos de certames, p.ex. e quanto a este ponto em concreto * ). Qual o problema em se promover a solução pacifica de questões preementes? O problema é apenas um: Porque não se quer, dá demasiado trabalho, "o que interessa é participar".

Sem dúvida que participar é por si só um acto cooperativo. Mas não chega. Aqui a cooperação é intra-tuna e/ou com a tuna organizadora; passe o empréstimo do contrabaixo ou do bandolim, cooperar com as restantes está fora de questão, absurdamente fora de questão.

Se pelo exemplo do certame competitivo temos este cenário facilmente se perceberá o rol de maus entendidos, razões objectivas de contestação, injustiças clamorosas e por aí fora existentes. Pior será quando - e numa simples expressão tunante que é o certame - se vê em grande panorâmica e se tenta transpor alguns valores inexistentes para um prisma mais global, mais corporativo, mais representativo de uma cultura única, num patamar superior. Se na montra a cooperação é inexistente, no armazém a coisa é seguramente pior.

Somos hoje resultado do que ontem fomos. Assumo a minha ínfima parte de responsabilidade, certamente. Talvez por isso hoje veja as coisas de outra forma. Talvez por isso a cooperação tunante seja cada vez mais importante e a prazo - com pouca gente a entrar para as Tunas hoje em dia - será a cooperação um factor decisivo, fulcral, basilar.


* Post Scriptum - Experimente-se o seguinte exercício: Se ao invés de se entregar os prémios imediatamente após a actuação da tuna anfitriã se entregasse os prémios no almoço do dia seguinte, regra geral , Domingo, em local aprazivel? Se repararem, matavam-se vários coelhos de uma cajadada só....

Quinta-feira, Março 19, 2009

A Aventura Discografíca II

Começou como sendo uma Rondalla, no caso a Rondalla Commadie de Nijmegen, Países Baixos. Foi ainda nessa qualidade que esteve presente no 3º FITU Bracara Avgusta e mais tarde regressou - já como Tuna de Nijmegen - a Portugal.


É uma das peças mais raras que possuo na minha colecção privada, por várias razões. Edição curta, de uma Tuna mista Holandesa - e as Tunas Holandesas recriam a tradição tunante espanhola - editada em Compact Disc no ano de 1995. Hoje não há constância desta Tuna, que organizou na sua cidade vários certames bienais, começando em 1995 e onde tive o raro gosto de estar presente quer na sua 1ª edição - 1995, precisamente - quer na 2ª edição em 1997.


Temas espanhoís a rodos, os clássicos naturalmente, como atenta a sua contracapa.


Fica o registo deste CD da Tuna de Nijmegen, um tributo ao seu mentor que conheci pessoalmente, Max Van den Berg, um autêntico neo-sopista que viajava para os certames em Portugal então numa carrinha.....2 cavalos!


Terça-feira, Março 17, 2009

A Aventura Discográfica I



















Trata-se do mais antigo Compact Disc de Tunas Universitárias que compõe a minha colecção particular. É uma reedição de um disco de vinil datado de 1972 e que foi colocada em formato CD no ano de 1990 pela Editora BMG espanhola.


Neste CD temos as Tunas da Facultad de Veterinária de Madrid, Tuna de Farmácia, Peritos Industriales e Tuna de Madrid, interpretando temas clássicos e de época como sendo Clavelitos, La Aurora, La Tuna Compostelana, Amapola, Fonseca, Carrascosa ou ainda Ronda del Silbidito.

É obviamente hoje uma peça de colecção pois este CD parte de um processo digital obtido desde a gravação original e tem já 19 anos este Compact Disc.

Foi a partir de alguns destes temas que o "boom" tunante português (re)partiu do "zero", recriando alguns dos temas acima como sendo farol num tempo onde eles não existiam e as referências eram logicamente 100 % oriundas das Tunas espanholas.

Terça-feira, Março 10, 2009

A Aventura da Inflação versus Deflação

Um dos debates quer por cá, quer em Espanha, embora por razões estruturalmente iguais mas diametralmente opostas, prende-se com o certame competitivo e sua organização.

Curiosamente o debate em Espanha centra-se actualmente numa constatação de facto e por lá: existem muito poucos certames de Tunas - se excluírmos os de circuito - durante o período de um ano, ou seja, de carácter anual, cifrando-se actualmente em cerca de 10, 11. Por oposição, em Portugal assiste-se à outra face da moeda, fazendo-se em apenas dois fins de semana a mesma quantidade de certames de tunas que existem em todo um ano em Espanha, como facilmente se constata.

A crise generalizada é apontada como uma das causas, por lá, mas que não a única. O desgaste da imagem geral do Tuno em Espanha, a maior volatilidade das instituições tunantes em Espanha, algum cansaço derivado dos naturais ciclos históricos, são alguns dos factores apontados para tal deflação. Por outro lado, os poucos que existem subsidiam um debate curioso onde dois pólos se opõem claramente: os certames que são organizados sem custos para os participantes - ou seja, proporcionam tudo o que um certame propicía de forma gratuita - e aqueles certames que se alimentam da subvenção de parte dos custos - para alojamento, p.ex. - por parte das Tunas participantes; de um lado e de outro, argumentos de peso são esgrimados - e no contexto espanhol com mais propriedade e causa, deve-se notar.

Por cá, o debate ainda é prematuro mas não dispiciente; já se começam a denotar algumas dificuldades/limitações por parte de vários eventos decanos que são consequência das mesmas causas gerais - crise, etc - bem como de outras causas mais particulares. Certo é que mormente o actual panorama não seja igual ao que era face à cerca de uma década, década e meia, a verdade é que continuamos a ter o maior número de eventos tunantes em todo o mundo onde existe a Arte do Negro Magistério. É um facto a inflação - ainda - de eventos que vivemos e mais para mais, insertos a "monte" num apertado calendário em dois ciclos, entre Outubro e Dezembro e depois entre Março e Maio.

Parece pois a prazo médio, senão curto, que começe a surgir por cá um repensar da lógica organizativa do certame em termos logístico/financeiros, numa época onde os certames ainda proliferam de forma diria assustadora mas onde se começa a denotar uma quebra generalizada de qualidade na recepção, concepção e manutenção de um determinado perfil que antes existia e que agora começa a sentir claras dificuldades em manter essas mesmas premissas organizativas, em alguns casos até premissas que eram marca registada de alguns certames. Não sei, sinceramente, até que ponto valerá a pena manter um certame pelo simples facto de se conseguir levar o mesmo a cabo mesmo que tal implique arriscar várias questões, desde logo a imagem da organizadora. Esse juízo caberá naturalmente a cada uma.

Certo é que começará também por cá a questionar-se a pertinência da imagem de co-subsídio por parte das tunas participantes num certame, de forma a por um lado, dar garantias às visitantes de boa acolhida e recepção e por outro, de forma a diminuir custos da organizadora que assim, pode manter um determinado nivel qualitativo do seu evento. Francamente, não me parece esta hipótese despiciente, mais direi, a prazo será uma solução a ter em conta necessáriamente, o que cruza com o debate espanhol sobre a matéria. Ainda assim, por lá, mesmo com prós e contras face ao co-financiamento de certames de tunas, os eventos escasseiam. Por cá ainda há demasiada oferta, o que diluí desde logo a noção de co-financiamento. O que não significa que não venha a surgir tal hipótese a prazo.

Mas não estaremos muito longe dessa opção num futuro algo próximo, pois cada vez mais os vários sectores da sociedade que costumam aportar apoios financeiros - a começar pelas próprias instituições universitárias - começam a não ter margem de tesouraria para tais eventos, obrigando os organizadores a "dar à perna" ou então, a repensarem o modelo de financiamento a fim de manterem o evento com as suas inatas características. O futuro o dirá.

A perda de qualidade e/ou versatilidade habituais já se começa a sentir por cá faz algum tempo e quanto a certames, até alguns ditos reputados. Alguns já perderam a sua periocidade anual e/ou até pura e simplesmente desapareceram do mapa; outros já baixaram custos inerentes a arrendamento de sala de espectáculos p.ex. ou até passaram de duas noites para uma, diminuindo o número de Tunas participantes e logo, de custos inerentes. Os sinais estão à vista de todos.

Sexta-feira, Março 06, 2009

A Aventura online

FITUP online em directo para quem estiver por casa em http://joaomg.com/stream_conf.html

Aproveitem!

Terça-feira, Março 03, 2009

A Aventura da Criança na Tuna

Conforme já abordado no "Aventuras" anteriormente a constância de crianças nas Tunas Universitárias, as ditas mascotes, foi algo que percorreu a História da Tuna, embora a espaços e de forma mais ou menos delimitada, crianças essas que acompanhavam as Estudiantinas espanholas desde a segunda metade do Século XIX, quer nas agrupações de índole universitária quer naquelas desprovidas dessa mesma índole.














Pela sua incorporação procurava-se essencialmente um elemento cromático e de adorno, para lá de uma certa cumplicidade e simpatia com o público, no entanto, em alguns casos chegou a ultrapassar esse carácter meramente lúdico e simpático, existindo antecedentes de crianças executantes de instrumentos e mesmo cantores ou directores.


Fica aqui uma rara foto de uma Tuna infantil datada de 1965, a Tuna Infantil La Salle de la Laguna - Tenerife, esta sim composta exclusivamente - daí a raridade da mesma - por crianças e não uma Tuna dita regular ou normal com crianças nas suas fileiras.

A Aventura do servidor web...

Ao que parece, o servidor web onde está alojado o PortugalTunas resolveu fazer feriado, hoje, de acordo com fontes fidedignas.

Estão a ser efectuadas as necessárias diligências para a resolução do problema, a qualquer momento estará online. Até lá, será esperar...