Qvid Tvnae? |
Qvid Tvnae (aqui, na íntegra): Génese.
O CoSaGaPe não é mais do que uma feliz coincidência de vontades e amizades estabelecidas em consequência do mester tunante de cada um de nós e a forma de ver, pensar e reflectir o fenómeno tunante.
Esta “Bancada dos Maretas”, assim apelidada aquando do II ENT na Guarda, tomou forma em 2005, resulta de uma conversa entre Ricardo Tavares e Jean Pierre Silva, quando trocavam impressões sobre o desejo mútuo de escrever algo sobre a Tuna em Portugal.
Cedo concluíram que, perante tão vasta tarefa e titânica empresa, nada era mais prático e “económico” juntar esforços, pontos de vista, saberes e experiências.
Os nomes adendados foram unânimes e imediatos, até porque naturais e óbvios: Eduardo Coelho (Conquistador) e João Paulo Sousa (TunoGasto), que prontamente acederam e se juntaram à causa.
Nascia o CoSaGaPe (fusão dos nossos cognomes tunantes) com o objectivo de lançar uma edição de autor sobre a Tuna Académica/Universitária em Portugal, tendo em conta não existir nenhum estudo aprofundado e exclusivo sobre esta realidade, em Portugal.
Mas se congregar vontades e pessoas nem foi difícil, mais complicado seria o que, daí em diante, o grupo iria enfrentar. É certo que a distância física dos componentes era, à partida, um factor tido em conta, mas se isso era uma dificuldade já contabilizada, mais difícil era o trabalho de campo que partia, grosso modo, do zero absoluto.
Recolher materiais, pesquisar fontes, descobrir agulhas em autênticos palheiros (bibliotecas, arquivos distritais, arquivos de imprensa escrita, leitura de uma imensa literatura que não apenas sobre tunas (esta última, quase toda em castelhano), na procura de dados, datas, factos, certezas que pudessem ajudar-nos a apresentar um resultado descritivo o mais fidedigno e historicamente correcto possível.
A contar com isso, obviamente, as nossas vidas pessoais.
Moroso, pois, este trabalho que, como ponto de honra, teve o desejo de ser o mais criterioso e completo possível (sem menorizar a necessidade de não ser exaustivamente extenso – o que se traduziria por um calhamaço que afastaria leitores e implicaria custos elevados).
Com muitas paragens pelo meio, o trabalho tem-se fixado, nestes últimos anos na recolha do maior número de informações possível sobre diversos aspectos e assuntos que pretendemos focar. Moroso, fastidioso e monótono, por vezes, exigindo grande ginástica pessoal de todos, para trazer à luz do dia uma obra que possa ser um contributo preciso para a preservação e informação sobre o fenómeno tunante em Portugal.
Contámos, também, numa fase mais recente, com o contributo de dois amigos com largo saber e créditos firmados: Falo do Rafael Ascencio (“Chencho”) e Roberto Martinez (“Tachi”), cujo trabalho e observações têm sido de pormaior valia.
Este grupo, cimentado por uma sincera amizade, não se averba com detentor da sapiência tunante e muito menos como colégio de mestres, fique já desfeito qualquer equívoco, dados alguns comentários que por vezes pululam a opinar sobre tunos que só escrevem. Mas assume-se, isso é claro, como uma união de vontades em descobrir e estudar mais aprofundadamente o fenómeno tunante, sendo por isso natural que, quem mais está informado melhor esteja posicionado para argumentar e opinar sobre a matéria, e ao menos com base em argumentos que não são voláteis ou romanceados.
Eís o "Qvid Tvnae".

