O melhor de todos nós.
Vinha ontem da sua despedida física a matutar - talvez induzido pelo momento, admito - unicamente numa só coisa:
Na "nossa" Tuna Académica da Universidade Lusíada do Porto, qual aquele que (a meu ver, naturalmente), entre todos nós, personificou e/ou personifica o ser Tuno - e repare-se, não o estar - desta Tuna, em toda a sua dimensão e densidade.
A resposta era óbvia, mesmo que induzido por um momento tão triste como este.
Recuando no tempo - e até onde a memória me permite.
O João Pedro foi - "meu" - caloiro da Tuna durante muito tempo. Talvez demasiado, dirão alguns. Porventura, o necessário, dirão outros. Na verdade, pouco tempo após passar a Tuno chegou naturalmente a Magister Tvnae. Talvez a vasta experiência tenha ditado muito do que ele foi, então, na Tuna, quero presumir.
Na verdade, a escola estava mais do que feita, o que aliada à sua personalidade vincada e forma de estar, e na Tuna em questão, moldou muito o que seria o "Chaves" para nós e, consequentemente para os outros.
Na realidade, foi sempre um estandarte, porta-voz, símbolo, para lá dos cargos ou condição, mesmo quando caloiro - e a PSP que o diga aquando do episódio em plena Queima e no Monte da Virgem....:)
A generosidade para com os outros era inigualável. Recordo a preparação de uma ida ao TUIST, em Lisboa, em que ele não descansou enquanto não preparamos uma entrada - com arquinhos e balões, até - com o tema de abertura do famoso filme português "O Costa do Castelo", intitulada "Do Castelo à Madragoa". Tudo pelos amigos anfitriões.
Aquela capacidade irrepetivel e inata em gerar sorrisos, conversas, consensos e histórias amiúde, mesmo que pontuais, era imagem inata e, claro, de marca. Um músico acima da média era também traço particular, já nem falando do refinado sentido de humor. Era, se quisermos, o condensar numa só pessoa de todos os valores que fundaram a TAULP, em idos de 1991.
Obviamente que é a minha opinião. Até admito, perante o choque que sinto, que moldada pelos acontecimentos. Mas, na realidade, o João Pedro era único e, enquanto Tuno, idem. Da e na TAULP, ainda mais único. Quiçá o mais próximo do que são os valores fundacionais da mesma.
Na prática - afinal, o que conta - foi.
É a melhor forma de o homenagear que encontrei.
Detesto estas coisas após, até porque, por via de regra, o faço em vida. Escapou-me. Mea Culpa.
O melhor de todos nós.
Até sempre, João Pedro...

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