Terça-feira, Junho 21, 2011

A Aventura da Telha....


Inverti o onús da prova mesmo não me cabendo tal obrigação, sequer. Cá estão as ditas cujas que foram o mobil do pretenso "crime" de que fui acusado cobardemente. Contudo, podem surgir agora as mais rebuscadas "explicações". Eu ajudo:

- Compradas esta tarde e pintadas pelos caloiros de forma a parecerem o mais possivel com o original;

- Foto tirada antes de serem "destruídas" já a pensar na "teoria da conspiração" de alguns "amigos" das mesmas (tuna prevenida vale por duas...);

- Surgiram hoje após pedido ao Luis de Matos que gentilmente acedeu em fazê-las aparecer do nada;

- Pedimos à TVI para nos ceder a medium inglesa que contracena com a Iva Dominguez a fim de as irmos resgatar directamente ao além.

Escolham, pois, é-me igual.

Game Over.

Terça-feira, Junho 14, 2011

A Aventura do "Imagine".....

Imaginemos, ou como diria o "tio" Lennon, "imagine"....

Anos 80. As primeiras tunas criadas no seio das suas universidades começavam a tocar e a cantar vestidas de p.ex. tunas espanholas (o que visto anacronicamente mas aos olhos de hoje, perfeitamente plausivel...).

Os seus componentes em nada tinham a ver com os orgãos efervescentes e surgidos nessa época da Praxe; imaginemos que ainda resquícios de malta dos 70, a recitar umas versalhadas ao estilo de Adriano Correia de Oliveira: "Venho dizer-vos que não tenho medo, a verdade é mais forte que as algemas!". Ou seja, eram tunas (ponto período), trajavam como os tunos espanhoís (afinal, tunos então só se conheciam por cá esses...) e politica e sociológicamente eram todos ligados ao diktat mais PREC que poderia existir (perfeitamente plausivel).

Renegavam, pois, algemas fosse de quem fosse e siga para bingo, que nos 80´s por cá o que estava a dar eram grupos de Música Popular Portuguesa todos mais ligadas à esquerda ou se preferirem, anti-direita. Porque raio então haveriam de não ser uma tuna e trajarem-se como os espanhoís e cantarem todos os temas do disco do Sérgio Godinho " De Pequenino de torce o Pepino ", um must de intervencionismo popular?

Imaginem.....

Quinta-feira, Junho 09, 2011

A Aventura da Livre Escrita....

Por mais voltas que dê, não percebo. De todo consigo entender. Esta coisa de não se escrever porque outros escrevem, somente. Só consigo entender tal por duas ordens de razão, ambas absurdas: Ou receio em dizer o que realmente se pensa ou então inveja de quem o diz sem qualquer complexo.

É a completa inversão da lógica, até: porque há uns poucos que escrevem - porque gostam de o fazer e ainda têm tempo para ... - e o fazem porque, quiçá, se sentem à vontade para o fazer, então vai daí, há uns tantos que não escrevem porque "já me disseram que era difícil escrever aqui" ou " é complicado dar opiniões" e outras barbaridades do género, a indiciar que somente pelo simples facto de uns poucos o fazerem por sistema, então por isso não vale a pena escrever, debater, exercer contraditório. É um pseudo-ambiente completamente estupidificado sob a égide de uma pretensa e falsa defesa da "liberdade de expressão" como se esta ultima alguma estivesse em causa pelo simples facto de se escrever algo que é o oposto, discordante ou contra aquilo que os habituais escrivas derramam. É então, em ambiente supostamente elevado de estudantes universitários, uma espécie de tentativa de imposição da "ditadura do silêncio", querendo com este ultimo reduzir a pretensa normalidade que será, em foruns, blogs e por aí fora, participar, escrever, dizer o que se acha e pensa. Parece que há um "medo" qualquer a algo que nem eu sei explicar o que seja, e vaí daí, já que "não vale a pena escrever porque me caem em cima logo a seguir, então calo-me e eles ficam a escrever sozinhos" - como se isso fosse verdade, como se tal originasse tamanho absurdo, como se isso fosse realmente assim.

Não estou, por lógica inversa, a querer - porque não acho tal, atenção - "impôr" a participação de tudo e todos; cada um é como cada qual, certamente e tudo bem. O que é deveras curioso por absurdo, completamente absurdo, é surgirem de ano a ano sempre os mesmos "cromos" a criticar quem escreve, pensa e diz, diariamente se for caso, a acusar estes ultimos de um pretenso "excesso" de "intervencionismo", uma "fogueira de vaidades" (esta então, um mimo...!) onde se "lava roupa suja" (ou seja, escrevem muito e mal e porcamente, e só asneiras...). Os mesmos "cromos", note-se, que quando aparecem uma vez ao ano, a única coisa que fazem, o unico contributo que dão é precisamente, se bem lido de facto, o auto-polimento da sua própria vaidade e/ou então lavar a roupa suja deles mesmos em praça pública com mais primor e pureza do que a Beatriz Costa lavava a mesma na sua Aldeia da Roupa Branca! Que engraçado, não acham?

Depois há outros que se escusam, uns por umas razões e outros por outras, de comentar. Uns, porque acham que é mais interessante ler (opção dos mesmos que não é impeditiva de participarem e entendem isso graciosamente) e outros escusam-se de participar porque acham que "postando" seja o que for meio mundo lhes vai "cair em cima" ou então "porque não se respeita a opinião dos mais novos" como li entretanto, coisa que nunca senti, não acho, não concordo que tenha havido sequer, porque uma coisa é desrespeito, outra será a naturalissíma opinião mais avalizada de gente mais "rodada" e que cada qual colhe da forma que melhor entender. Mistura-se muita coisa, mesmo muita coisa, neste caldeirão que é muito mais simples de colocar ao lume do que alguns pensam ou mesmo querem. Há gente que, em auto-defesa pura de qualquer coisa que não faço ideia do que seja, comporta-se como o puto que é dono da bola lá no patio em frente a casa: quando o jogo começa a correr mal, vai embora e leva a bola, que é dele.

Está mais do que na hora de se olhar para estas coisas dentro do mais saudável prisma de troca de opiniões, dando-as, colhendo das mesmas tudo o que se pode colher de bom em diálogos que são sempre interesantes, mormente as piadas, brincadeiras e desvios aos temas. Há que definitivamente olhar para estas coisas da forma precisa que elas são. Os locais onde se fala de tunas não são "dominio de ninguém" nem coutada privada de meia-duzia, como alguns "cromos" insistem em querer incutir a terceiros, nada disso. É deveras vergonhoso, repito, vergonhoso, que alguns tentem criar uma certa entourage, ambiência, que indica aos outros que "aqui não vale a pena falar porque o campo está minado" (??) ou outra qualquer parvoíce pueril do género para querer condicionar aqueles que livremente escrevem, fala, trocam impressões e por aí adiante.

Pior que a incontinência escrita é a incontinência mental. Mais grave é esta ultima quando imbuída num espírito de complexo de inferioridade que não deve nem pode existir ou então imbuída numa imensa inveja vá-se lá saber porquê e por quem: a incontinência mental é mais grave ainda quando é premeditada no sentido de, com ela, pretender diminuir quem exerce um direito, igual para todos, de se fazer exprimir, direito livre e universal que eles mesmos recusam exercer por opção própria. A Livre-Escrita é tão importante como o Livre-Pensamento. Querer, seja de que forma for, condiciona-la, é um acto de puro fascismo mental. Não aceito. Seja onde for. Venha de quem venha. Quem não se quer exprimir está no seu direito, o mesmo de quem quer se exprimir, rigorosamente igual; Nunca em caso algum esse mesmo direito se pode auto-condicionar e pelos motivos mais ignobeís. Quem quer escrever, que escreva, quem não, que não o faça. E fiquem-se todos por isso mesmo, digo eu. Pelo vosso direito. Sem querer com ele condicionar o direito dos outros.