A Aventura das "Minhas" Músicas - II

 



Já tinha sido aqui mencionada, em tempos, precisamente pela sua genialidade.


Além de que a vi e ouvi, a ser interpretada mesmo ao meu lado, dado ter, então, partilhado palco algumas vezes com a Tuna de Medicina de Múrcia - ainda hoje uma referência de enorme relevo, quer do lado de lá, quer do lado de cá da fronteira.


Esta interpretação da "Primavera" de Vivaldi é, para lá de sublime, de enorme relevância. 


Passo a explicar porque:


1. Prova, de forma inequívoca, que uma Tuna é Música, e que a sabe interpretar com qualidade altíssima até. 


2. Trata-se de uma peça clássica - algo mais que tradicional numa Tuna, conforme a História igualmente demonstra - que consegue estar próxima do público. Reparem na reacção do mesmo, neste video, quando começa a interpretação: Tudo dito, ou melhor, tudo escutado.


3. Nesta época em concreto - entre 1990 e 1995 - existia uma "corrente" em Portugal que afirmava, a pés ignorantemente juntos, que e cito "uma Tuna não podia tocar música clássica" quando era, precisamente ao contrário: Não só podia como devia, até historicamente, fazê-lo. 


Esta interpretação em concreto percorreu, nesses anos, palcos no Porto, Braga, Lisboa, etc, e em boa hora, basta ouvir e ver. Fez escola, dado que algumas Tunas nacionais passaram - e bem - a incluir peças clássicas de autores também clássicos - Mozart, p.ex. - e umas poucas, até, já antes também o faziam - e bem. Lamenta-se que, hoje, não haja mais temas clássicos nos repertórios, tocados com esta qualidade, preferencialmente. 


A importância deste tema, tocado por esta Tuna e da forma como o fez é, por conseguinte, de enorme relevância, pelos motivos supra aludidos. 



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