Em dia de aniversário, 34 anos mais precisamente, da "minha" Tuna Académica da Universidade Lusíada do Porto, também uma das "minhas" músicas, da qual sou co-autor, na sua letra mais concretamente.
"Luar da Ribeira" - que veio a dar nome ao CD datado de 2001 - foi a mais autêntica expressão do que se poderia chamar de Tuno Estudante, carregado de ilusões, sonhos e nostalgia. A letra que, então, gizei, numa folha de rascunho a meio de uma madrugada em plena Queima ou semana de recepção ao caloiro - já não sei precisar - saiu da mais pura lavra romântica tão em voga por aqueles tempos, que elevava a Serenata à condição de Primus Inter Pares em qualquer repertório de época.
Além do tema em si mesmo - do qual apresento Declaração de Interesse, dado ser seu co-autor - ser belíssimo, é um excelente exemplo da simplicidade ao serviço da Música e, no caso, interpretado por uma Tuna, composta em regra por amadores, com as suas limitações naturais, instrumentos próprios e contexto circunscrito - a época, o lugar, as vivências de então.
Tentando colocar de lado a minha não isenção natural, é este tema paradigma de um tempo em concreto, que, mais tarde, continuou a ser interpretado e que, hoje, não terá eco, dadas as opções, o tempo e a circunstância serem, precisamente, outras - o que se entende, na procura constante de novidade, inovação musical, etc.
Ainda assim, não deixa de manter uma característica inata: A sua perenidade. Se repararem, continua perfeitamente actual, merecendo - sugere-se - até, um novo arranjo, porventura.
O legado está aí. Pela minha parte, basta-me. É, definitivamente, uma das "minhas" Músicas.
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