Intermezzo na silly season.
Quando contestam uma afirmação proferida por quem sabe, nunca dizem, acto contínuo, como é, então.
Exemplo clássico, numa repetida via sacra em 8 passos:
1) Sujeito A, que estuda sobre o tema, diz que a Tuna nasceu apenas no Século XIX;
2) Surge sujeito b que diz que tal é mentira, que foi no Século XII;
3) Sujeito A pede a B que prove a sua afirmação, dado o que A afirma estar comprovado documentalmente;
4) B repete-se, sem apresentar qualquer prova da sua afirmação;
5) A insiste na sua posição e mostra a prova do afirmado, online há muito;
6) B repete-se, não apresenta de novo qualquer prova sobre o que afirma e começa, por isso, a fulanizar;
7) Sujeito A dá o assunto por encerrado perante a evidência;
8) B insulta, veladamente ou não, o sujeito A ("os donos da verdade" & quejandos).
Todo um clássico. A inveja é coisa feia, sabemos. Nada de novo. Contudo, importa perceber porque existe o Sujeito B.
Mas antes, o esforço despendido, seu custo e putativa pertinência.
A Lei de Brandolini, ou princípio da assimetria da estupidez, diz que a energia para refutar uma mentira é muito maior do que a necessária para criá-la. Criar boatos ou notícias falsas é rápido e fácil, explicar a verdade exige tempo, provas e paciência.
O Sujeito B existe porque é um subproduto do mundo em que vivemos. No meio tuneril acresce - como em outros, certamente - aquela coisa tão pop que o ditado português "em terra de cegos quem tem um olho é rei" indicia, somado tal a inveja pequenina face a quem realmente sabe. Se a maré está de feição para estes, com a IA, fake news e sucedâneos, parece evidente o que move o Sujeito B:
Querer passar aos olhos dos outros por aquilo que NÃO é. Arrogância assente na ignorância.
Finalmente, uma 3ª característica inata do Sujeito B: A propensão para a aldrabice.
Exercício simples:
1) Sujeito A diz, fundamentadamente, que isto é X;
Finalmente, uma 3ª característica inata do Sujeito B: A propensão para a aldrabice.
Exercício simples:
1) Sujeito A diz, fundamentadamente, que isto é X;
2) Sujeito B diz que não é assim mas sem dizer como é (típico);
3) Pergunta então, naturalmente, o A ao B como é;
4) Sujeito B diz uma coisa qualquer excretada da sua veia mais romantico/poética sem fundamentar a mesma (naturalmente);
5) Assunto "congela"uns dias (ou até meses e anos, já aconteceu) - regra geral por experiência do A - dada a evidência;
6) Regressa A ao tema depois e volta, de forma fundamentada, a repetir o dito no ponto 1 em cima;
7) B, após pausa - mais ou menos esperada - volta a dizer a A que não é como diz no ponto 1 e, acto contínuo, diz que é OUTRA coisa distinta do que disse no ponto 2 - criando assim duas respostas distintas.
8) A, então, faz uma de duas coisas: Ou desiste ou expõe publicamente a "artistada" de b.
Concluí-se:
O Sujeito B inventa, dando respostas distintas face à mesma pergunta porque, naturalmente, NÃO sabe do que fala. A única preocupação do Sujeito B é que aquilo que ele diz, a cada dia, soe bem aos ouvidos dos desavisados - parecendo, assim, a estes últimos, um iluminado sobre a matéria.
Depois, a micro bolha que é o meio tuneril nacional contextualiza tudo isto. A ainda mais pequena nano bolha informativa tuneril - pese Brandolini - é atenta, diligente, paciente e cautelosa. Toma nota, guarda printscreens, folhas de inscrição de sócio a troco de 50 "paus", tem provas do que afirma: Não é atitude policial, é cautela documental.
Como disse Brandolini, "explicar a verdade exige tempo, provas e paciência."
Sabemos. Melhor que ninguém, até.
Depois, a micro bolha que é o meio tuneril nacional contextualiza tudo isto. A ainda mais pequena nano bolha informativa tuneril - pese Brandolini - é atenta, diligente, paciente e cautelosa. Toma nota, guarda printscreens, folhas de inscrição de sócio a troco de 50 "paus", tem provas do que afirma: Não é atitude policial, é cautela documental.
Como disse Brandolini, "explicar a verdade exige tempo, provas e paciência."
Sabemos. Melhor que ninguém, até.
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