A Aventura do Prof. Aureliano da Fonseca

Primeira “Aventura” do Ano - e não pelos melhores motivos, diga-se.





Tive o previlégio de privar algumas, poucas vezes, com o Prof. Dr. Aureliano da Fonseca. Em idos de noventa e pico convidei-o, então, para integrar o Jurado do “Lusíada” - então, um certame de referência nacional e internacional, convite a que gentilmente acedeu em duas ocasiões. Numa delas acompanhei-o no Jurado, possibilitando trocar impressões com ele sobre o mundo das tunas, onde foi vertendo, sempre de forma natural e sem qualquer pretensão de  “catequizar” fosse quem fosse, toda uma vida ligada ao meio estudantil e, em particular, ao mundo tuneril. Absolutamente delicioso, onde captei tudo o que ele ia comentando com particular atenção e especial cuidado, como se conselhos e avisos de avô se tratassem.

São raras as pessoas que estão num patamar de imortalidade - e no mundo tuneril - por via do seu percurso, quer de vida, quer junto deste mundo que tanto nos apraz. A ultima vez que com ele privei foi na sede dos Antigos Orfeonistas da Universidade do Porto, aquando da apresentação do “Qvid Tvnae”, onde mais uma vez, nos brindou com a sua humildade,  paciência, saber e carinho absolutamente ímpares, pese a idade que já tinha. Quem, entre outros temas, escreveu a música de um ícone conhecido em todo o mundo lusófono e não só, intitulado “Amores de Estudante”, não morre, está no Olimpo dos Imortais.

Hoje apenas ficamos sem a sua presença fisica. O Prof. Dr. Aureliano continuará nas vozes e nos instrumentos dos Tunos portugueses - o que atesta a sua eterna grandeza. Fica a minha modesta homenagem.


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