Qvid Juris? Sou todo "ouvidos".....
Quinta-feira, Junho 17, 2010
A Aventura Fotográfica relevante....
Qvid Juris? Sou todo "ouvidos".....
A Aventura do Refresh nº 3
Quarta-feira, Junho 16, 2010
A Aventura da Relatividade....
E é precisamente pela conjugação destas duas noções de base que de facto, faz com que se tenha a clara noção da imensa vastidão de desconhecimento existente e desde sempre sobre a tuna de cariz universitário em Portugal. Aliás, imensa vastidão essa que, na prossecução da procura da verdade dos factos, vai diminuindo lentamente mas com alguma segurança profilática, apesar de bater de frente com os costumeiros mitos e verdades de ¾ de mês que foram sendo propagados ao longo dos últimos 20, 25 anos. Muita asneira se disse – mea culpa na parte ínfima que me toca – mas é preciso não esquecer que é essa mesma asneira dita que potencia o conhecimento de facto, havendo para tal, juntamente com a curiosidade, uma premissa: a procura do saber de facto.
Para a procura desse saber de facto urgem dois pressupostos claros: humildade para reconhecer as asneiras ditas, identificando-as e delas partindo a caminho da verdade de facto e depois um claro trepar à árvore na procura da bolota, como se diz correntemente. Concluí-se que a “Tunologia” – entre aspas propositadamente – só é fácil e óbvia para quem dela nada sabe. E dela nada saber estamos a falar grosso da mais que esmagadora maioria dos que praticam o Negro Magistério, é o que concluo ao fim de anos de continuada investigação. E porque o digo? Simples, porque ainda assim, concluo hoje que pouco saberei deste metier histórica e tradicionalmente localizado e identificável, pese o facto da dificuldade atroz que é a pesquisa sobre o tema em si mesmo, ainda que seja por isso mesmo um desafio à mente tal trabalho de sapa.
Note-se que não concordo com a aplicação pura e dura do termo “Tunologia”, por demasiadamente forçado, mais para mais numa fase de estudo imbuída em puberdade tunante como a que vivemos; não há ainda o tal histórico que permita elevar o estudo da tuna universitária a um patamar próprio e claramente delimitado. Se quiserem, é esse estudo um misto de Arqueologia com História, pincelada aqui e ali com fontes que podem ir, por exemplo – verídico no caso – à consulta de um determinado percurso de comboio entre Espanha e Portugal para se perceber que, na época em questão, as tunas passaram a viajar por via férrea e não a pé, por exemplo. Ou seja, até vetustos papéis de companhias ferroviárias servem para auxiliar, cruzando informações, o estudo da tuna portuguesa, por muito espantoso que isto vos possa soar.
Nos antípodas de toda esta constatação acima temos a postura mainstream que nos indica que basta ser-se Tuno para se perceber à brava de Tunas e saber-se tudo sobre elas: Nada de mais falso. Aliás, nada de mais profundamente falso porque pior do que não se saber é julgar que se sabe, um dos mais perigosos inimigos da investigação de facto sobre a Tuna universitária. Em suma, um dos principais obstáculos, hoje, ao conhecimento tunante é – paradoxalmente – o próprio Tuno. Se quisermos - e numa analogia tipo "fruta da época" - são os Tunos nacionais a vuvuzela do conhecimento tunante: não deixam respirar o ar sadío e puro da Tuna de facto...
Segunda-feira, Junho 14, 2010
A Aventura do Apadrinhamento Virtual....
Leiam esta que encontrei na web, de uma tuna espanhola:
"¡¡¡¡¡ VAMOS A APADRINAR A UNA TUNA COLOMBIANA !!!!!
Camaradas, os informo que en breve realizaremos una ceremonia de apadrinamiento a la Tuna Universitaria [xpto]: la realización de la ceremonia será vía teleconferencia ...(...)"
Está bem que a evolução marca o tempo, vá. Ok, se a malta "interneta" por tudo e por nada e até com isso desvaloriza o "ao vivo e a cores", também concedo, tudo muito certo. Agora, pergunto eu, como é que se faz uma cerimónia de apadrinhamento via teleconferência???? hummm???? Quem é que benze a Tuna afilhada?? o Webmaster do lado de lá??? E quem é que paga a conta da ligação, hein??? Os afilhados???? E se a ligação cair a meio, quem se lixa??? Se um dos afilhados não gostar do nome de tuna que os padrinhos que vão dar será que o gajo vai fazer control+alt+del ao servidor???? E a Serenata conjunta no final como é que se vai fazer??? Com portátil ou com PDA???
E um gajo que julgava já ter visto tudo.....
Terça-feira, Junho 01, 2010
A Aventura da Silly Season 2010
E pronto, está mais ou menos oficialmente inaugurada a Silly Season Tunante de 2010, agora que o calor aperta e a sede desperta. Desce o conteúdo de facto e começa aquela época mais propicia a leituras ligth acompanhadas com uma cervejinha ao pé da rebentação das ondas em pleno pôr-do-sol da Playa de San António em Ibiza, porque não??
Está aberta a dita cuja! E boas ondas!
A Aventura do que realmente é versus aquilo que se diz ser..
Será porventura outra das grandes "doenças" que ataca o fenómeno tunante, a abismal diferença entre o que realmente é e o que se diz ser. Não será bem o mesmo que a diferença entre opinião pública e opinião publicada - felizmente! - mas anda lá perto, de facto, pois vai havendo opinião publicada que mostra claramente como as coisas realmente são.
Neste país tunante cavalga-se muita coisa embalsamada, onde a única coisa que muda é apenas a numeração anual e pouco mais; sempre a mesma coisa, com os presentes costumeiros, os mesmos dejá vu que se sucedem ano após ano e pouco mais. Uma espécie de rigor mortis tunante que ano após ano vai endurecendo ainda mais e mais, com uma pitada de "novidade" aqui e ali apenas para inglês ver. Podem afirmar alguns "e depois?". Ora nem mais, o rigor mortis é uma espécie de negação do depois, obviamente. Como eu os entendo!!
Acontece é que a negação do "depois" é ela mesma a tricheira da negação de mais e melhor, de evolução tunante, daquilo que por aqui se vai fazendo de coerentemente sério (note-se e reforço). A trincheira dos que embalsamaram está repleta de situacionismo, de paragem cardiaca, de comodismo, etc. De mais do mesmo.
Por oposição, surgem outros que pouco têm a cavalgar - diz a opinião publica, claro. Quando ela passa a publicada, em alguns casos, constata-se que o que estes cavalgam é a sua própria dinâmica, a sua vontade de mais e melhor, de quebra dos "tabús" imbecis onde a dita "opinião pública" se refugia cobardemente, é bom de se dizer. Pretende-se evoluir no sentido mais dinâmico possivel, aberto de espírito, na procura do melhor e do mais, não evoluir em cima de uma sigla e nada mais. Depois, toda esta constatação de facto - que seguramente todos nós, os mais atentos ao fenómeno, já fizemos N vezes - leva necessáriamente a concluir o evidente: Há diferença óbvia e clara entre o que diz ser e o que realmente é. Evidentemente que há.
Da parte que me toca - pessoal e só - talvez por já ter visto praticamente tudo e ter estado nesse tudo ao longo destes anos todos, cada vez mais me estou nas tintas para algumas das coisas que dizem ser isto e aquilo, até porque sei muito bem o que dizem e o que realmente é. Prefiro - pessoalmente, outra vez - de longe, ficar com aquilo que realmente é do que com aquilo que muita opinião publica - cada vez mais - e publicada também diz ser. Traduzo frontalmente: da parte que me toca - e que só a mim me vincula - alguns podem poupar o email, pois a resposta é um redondo "não, obrigado, já há"; prefiro, de longe, apostar no que de mais importante e essencial, por genuíno, existe. E existe, felizmente! De longe o que realmente é. Obviamente só enterra a carapuça quem se revê no rigor mortis.....