Quarta-feira, Agosto 26, 2009

A Aventura do Ti...Mão....

Silly Season dixit...

Andava eu num dos poucos momentos de alguma calmaria a viajar pela net, quando me deparo, num determinado site - que não refiro por pura ética tunante, algum decoro e inevitável embaraço - com a transcrição da "letra" do famigerado tema "Madalena".

Eís, então, a pérola:


"E madalena foi como um anjo salvador

Que eu adorava com fé

Um barco sem ti mão

Perdido em alto mar

Só madalena

Sem amor "


La, la, la, la, ... (madalena)

la, la, la, la, ... (madalena)

la, la, la, la, la, la, la, ...

(chorar...)


Já antes temos esta passagem:


"Chorava que dava pena

Por amor à madalena "


(fim de citação)



Ora, várias perguntas me assaltaram ao ler esta transcrição, questões que passo a enumerar então:

1º) Um Barco sem ti mão é....o quê? Será um barco onde ninguém tem mão no....timão???? Será um barco, digamos, maneta, aludindo quiçá ao famoso Capitão Gancho?? Ou então, telecomandado à distância??? Não será então por isso um "Barco Negro".....????? Hummm????

2º) Será que as explicações possíveis contidas no ponto anterior estão erradas e afinal, apenas temos um erro por excesso com a colocação do "til" por cima da "mão", transportando-nos afinal este tema para a Revolução Cultural Chinesa liderada por Mao??? Lá está, faz sentido assim..."um barco sem ti, Mao...". Terá sido uma mensagem politica subliminar?

3º) Assumindo que, ainda assim e por mero acaso, seria mesmo " Um barco sem ti mão", não haveria lugar à dita cuja vírgula entre o "ti" e o "mão"?

4º) "Só Madalena". Vejamos então por partes: estaria só a pobre coitada Madalena ou é um repto político dos tempos do PREC, assim, do género "SÓ SÓ SÓ MADALENA!!" ???? Lá está, vejo aqui mais uma colagem mao...ista!

5º) "Sem amor". Ora alabêre.....Se o "ti" é isolado mais acima, porque raio desaparece o "ti" no fim? Não acham que há aqui uma segregação semântica do "ti"???? Ou então...houve receio em pôr a coisa como sendo "sem ti, amor" pois poderia dar algo parecido - e com o embalo... - como sendo sem Ti(a)mor, portanto, sem.... Timor ???? Que caraças !! 1º é-lhe cortado da mão, ou seja, decepado e para piorar a cena, no fim, é banido!!!!????? Hum, cheira-me a coisa mao...ísta....outra vez!

6º) Aquele "chorar" no final entre aspas será uma sugestão, afirmação ou um facto inegável perante o atrás escrito...??? Hummm?????

7º) Sendo Madalena uma personagem bíblica até, será aceitável tratar a mesma por tú ("por amor à madalena" dixit)????????????? Não haverá aqui outra vez "cúnfia" a mais à boa maneira mao..ista?


À Vossa Douta consideração, pois


Atenciosamente e chorando (a rir) como uma Madalena...

Quarta-feira, Agosto 19, 2009

A Aventura do "mais um"

Pronto. Mais um que passou. Tá feito.

Quarta-feira, Agosto 12, 2009

A Aventura das 300 "Aventuras...."

Somente agora me dei conta. Trezentas "Aventuras". Como em tudo na vida que sai de livre e espontânea geração, num espaço de auto-critica atenta, de alguma comédia, pouca formação e amiúde informação, entre delírios, coisas sérias, "silly season´s" e algum colocar de dedo na ferida de forma assertiva mas profilática, chegou o "Aventuras" aos trezentos post´s - ou postas, consoante o caso. Vindo do "Novos Goliardos" que à nascença já tinha data de validade para expirar porque um propósito apenas tinha, parece-me lindamente este 300.

Confesso que a longevidade deste espaço nunca foi algo que me "preocupasse" por aí além; sendo um blog por génese um espaço para rapidamente dedilhar pensamentos, opiniões, comentários e afins, nunca tive a pretensão de ver o "Aventuras" a chegar até hoje, confesso, talvez mais por despreendimento do que propriamente por sentido de missão. Não raras vezes me sinto como aqueles putos que acabam de colocar o dedo no cream do bolo da noiva ainda antes de o mesmo ser generosamente ofertado aos convivas; ou seja, mais para chatear - no sentido mais simpático do termo - do que propriamente para catequisar as massas, sejam lá as massas elas quais forem e quem forem, é-me rigorosamente igual. Talvez por esta faceta mais "revolucionária" ser aquela que melhor serve o propósito deste blog é que nunca tive qualquer pretensão pessoal sobre o mesmo e quanto ao alcance, difusão, longevidade, importância ou não. O "Aventuras" nasceu para pura e simplesmente poder dizer algumas coisas que bem entendo - um direito inalienável de autor - sobre algo que tanto gosto. Pelo meio lá aparecem umas coisas mais sérias mas não passa disso mesmo. Digamos que optei pela diferença; nem sei nem quero saber sequer quantos cliques o "Aventuras" teve, tem ou terá.

Talvez por esse mesmo despreendimento se manter ainda hoje é que com algum espanto vejo chegar o "Aventuras" aos trezentos post´s, ainda que em plena silly season tunante. É assim, meus caros, a brincar a brincar lá se vão dizendo umas coisas mais a sério. De vez em quando há uns bonecos e filmezitos para a malta tunante poder curtir mas basicamente o "Aventuras" vive do momento, de quem o lê, de quem por aqui passa de quando em vez ou mesmo só uma, de forma responsavelmente despretenciosa. Mas atenta. Como o puto que antes de meter o dedo no bolo da noiva "estuda" o meio ambiente envolvente, fauna e flora incluídos, para poder cometer tão "grave ilícito" em tempo oportuno.

Curisoamente serve já hoje este blog como excelente fonte pessoal de repositório de dados para outros - e mais importantes - vôos que se avizinham. Valha-nos isso ao menos. Mas enquanto se mandam umas larachas e se dizem umas coisa sérias lá pelo meio, o "Aventuras" serve os seus propósitos e adenda mais alguns a prazo que não estavam de todos previstos há 300 post´s atrás. Como diria o outro, "Porreiro, pá". E siga para outros tantos....

Quarta-feira, Agosto 05, 2009

A Aventura de (mais) um equívoco

Embora a "Silly Season" esteja oficialmente decretada, faço um rewind um pouco mais sério nesta "Aventura".

Passou ao final da tarde de hoje em repetição na RTV - canal regional, presumo, um programa entitulado "contrastes" onde o tema geral e mais genérico versou o academismo, tocando no de ontem - Crise Académica de 1969 - e no espectro de hoje. Naturalmente se falou - e ouviu - Tunas, bem como foram entrevistados alguns convidados.

A dada altura do dito programa a pivot de serviço entrevistando um académico (entenda-se praxista) questiona o mesmo sobre a parxe e a sua função integradora, ao que o mesmo responde que e cito "caloiro tem de aprender a ganhar o direito a envergar o traje".

Não questionando o lado profilático que se prende com o pretenso direito do caloiro a envergar Capa e Batina, cabe aqui um esclarecimento e que - no caso da Academia do Porto em concreto - caloiro tem o direito a envergar o traje desde o 1º dia de aulas - mormente a prática corrente não seja, infelizmente, assim. E deve o "animal" enverga-lo pela mesmíssima razão que em oposição de fase se deve praxar e/ou banir da Praxe quem mais tarde o enverga somente para a fotografia de familia à la Queima quando até então se andou olimpicamente a fugir ao estar na Praxe (e casos desses é fartar vilanagem...).

Há que, pois, distinguir dois planos: o direito estricto senso e o direito académico ao uso do traje. Se bem que académicamente ou praxísticamente esteja, no geral, de acordo com essa procura do tal direito, não é menos verdade que - e há que desfazer o mito - caloiro pode e deve, integrando-se na Praxe, envergar Capa e Batina desde o seu 1º dia de aulas, havendo até para os mesmos primeiro-anistas regras específicas na forma de o envergar.

Traje-se pois os caloiros que querem estar na Praxe e destraje-se aqueles que mais velhos sempre se estiveram nas tintas (e a disso fazer gala..) para o sentir praxista e que, convenientemente, o compram na véspera da Serenata para a Polaroid do papá poder estrear-se...

Fica o reparo ou o desfazer do mito, se assim se quiser.

Regresso agora, sim, à "Silly Season" ....

Domingo, Agosto 02, 2009

A Aventura do "Mas o que é que é istooooooo, hummm !!!!!!??"

Alto!! Parou!!! Antes de mais, desliguem a AventuNas Tv aí ao lado direito, no canto inferior esquerdo. Vale mesmo a pena, a sério. A emissão segue dentro de momentos...


Coisa tipica de "Silly Season".....Decretorvm est....

Logo a abrir um plano dos "fab 5" completamente à The Animals no seu clip "The House of the rising sun". A coisa prometia. Depois a subtileza estética do desfile na "passerele" a partir do 48º segundo é deveras avassalador e impactante, devo referir absorto, reduzindo por completo qualquer pasacalles a uma mera expressão neanderthal acrescida da falta dos instrumentos se bem que audiveis, numa técnica de produção video absolutamente inovadora e que me deixou uma vez mais absolutamente K.O. no tapete pela "inovação" e mais até, arrojo técnico-táctico, num golpe de marketing absolutamente engenhoso (é tomar nota destas coisas, ó inovadores!!).

Mas a "piéce de resistence" deste video situa-se no minuto 2.46 e seguintes segundos, é algo tão, sei lá, fôfo, giro, assim sei lá, como diria, alternativo até - e logo hoje que fui ao cinema ver o Bruno....irra!. E o plano do minuto 2.55 tão Seventies a lembrar os Bee Gees?? Era capaz de jurar ter visto lá no meio o Barry Gibb e tudo!!

Já estou a imaginar por cá o impacto letal desta cena com "malta" a querer "inovar" e assim e tudo e tudo e tudo.....E as capas de cetim a reluzir tão fashion week de New York !!! (malta, vá, apontem, capas de cetim que reluzem, é bem, impressiona visualmente o jurí e assim inova-se não é? Quer-se dizer, depois de tanta coisa "inovadora" não vai ser uma capa de cetim reluzente que vai dar granel....)

E o final a 5 vozes sendo que a 5ª deve ter sido o cameraman, se repararem com atenção.....imperdivel !! Mas qual Borat, qual Bruno, qual quê!!!! Sacha Baron Cohen, andas a praxar a malta errada !! Vira-te prá aqui, pá !!!! Já tenho nome p'rá personagem e tudo...Clavelito! Isto não é o correr a Tuna, isto é correr com a Tuna....!!!!





N.B. - Qualquer problema ofltalmológico derivado da visão deste video não foi provocada por troca de Avastin por lexívia....