Não sou juíz e muito menos nestas matérias me atrevo a sê-lo. O caso é antigo e conheceu agora um desenlace (??) no mínimo, estranho, quanto a mim. Todos sabemos aquilo de que é capaz o jornalismo sensacionalista ávido por vender sangue. Mas é um facto que nenhum de nós pode colocar as mãos no fogo seja por quem seja nestas matérias. Há neste caso uma nubulosa que é necessário descodificar. Leiam, pois, aqui , para que se perceba o que não é dito no meio do muito que a comunicação social vai dizendo. Manda o bom senso nestas coisas que o contraditório seja uma regra e que se ouça e leia com atenção tudo - e não apenas parte.
A Tuna da Universidade Lusíada de Famalicão - acusada (alguns elementos), portanto, não condenada e por tal, em presunção de inocência - dirigiu-se ao plenário do II ENT realizado então na Guarda, no ano de 2004, expondo a situação e colocando-se à disposição de todos os presentes para as questões que porventura, fossem tidas como pertinentes. No próprio site da mesma Tuna foi colocado em tempo util o despacho do Ministério Público sobre o caso - despacho de arquivamento, note-se. Deram a cara. Eu ouvi-os então, porque antes tinha lido. Obviamente entre o que ouvi e o que li há muitas - e graves - diferenças, principalmente muita coisa mal contada e ou escamoteada/deturpada deliberadamente pela "comunicação social".
Sinceramente, não sei o que possa dizer mais. Tanto estranho que passado todo este tempo este caso tenha este desenlace como estranho que o(s) culpado(s) ainda não tenham sido denunciados e condenados. Muita coisa freak roda e rodou em torno deste caso, sendo que pelo menos há duas conclusões que se podem tirar, pelo menos: a 1ª) é que nada disto tem a ver com Praxe e/ou Tunas e a 2ª) é que o caso foi - e continua - a ser uma excelente forma de vender papel a papalvos sedentos de sangue. E mais, há pelos vistos, muita coisa que se desconhece e que a freelancer que despoletou tudo isto nunca publicou porque estragaria uma "boa reportagem" altamente rentável para qualquer pasquim de vão de escada. É fácil bater nos do costume. Dificil é fazer bom jornalismo em Portugal, pelos vistos. Falta de verdadeira praxe, é o que é...
Esta sentença é a mesma coisa que condenar o Santuário de Fátima - e por tal imputar materialmente ao Vaticano e seu chefe de Estado, o Papa Bento XVI, a culpa... - pela morte de um peregrino encontrado em mau estado de saúde no w.c. do recinto e que vem a falecer depois. Pior, nem sequer resolve rigorosamente nada quanto ao que de mais substantivo possa existir nestas matérias. Excepto vender mais uns jornais....
P.S. - Lamentável, sim - e isso não vejo escrito em lado algum da Internet - é que blog´s de cariz político utilizem a morte de um jovem para fazer politiquice rasteira em vésperas de uma eleição legislativa, "colando" a morte à Praxe em geral para assim atacá-la politiqueiramente como sendo "albergue de hábitos reacionários e blá blá blá". É demasiado topete!
Sábado, Setembro 26, 2009
Quinta-feira, Setembro 24, 2009
A Aventura da Marketuna
Nesta época politicamente folclórica que agora finda - ainda que momentâneamente pois a seguir a uma desgraça vem sempre outra, no caso em formato autárquico... - algumas ideias retive quanto ao marketing politico utilizado e que encontra no actual cenário tunante nacional algum paralelismo curioso e que me apraz esmiuçar - outro verbo politicamente fashion...
No mainstream do status quo tunante, tal como no político, a tremenda dificuldade ou mesmo nulidade total em passar a mensagem de facto e maior aposta num show off de soudbytes, casos isolados e muita imagem dita de comercial para venda de produto. As Tunas nacionais hoje raramente são capazes de defender abertamente modelos, filosofias, formas de estar e ser, por oposição a uma procura polida e estilizada de uma imagem de marca, de uma label quase a roçar a vertente comercial, como se uma Tuna vendesse um produto X - quando deveria defender antes uma filosofia Y.
Uma pequena viagem ciberbautica confirma isso mesmo, com a forte aposta tunante nas redes sociais como sendo hi5, facebook ou ainda o palco principal ou myspace. A prioridade é para a imagem e não para o conteúdo, é para o look e não para a substância, é para a label e não para a mensagem propriamente dita. O recurso à internet pelas Tunas não é de hoje mas há uma clara inflexão nas formas de comunicação tunante via internet face à dez anos atrás, por exemplo, onde o site de criação caseira era maioritário por oposição a hoje onde o mesmo vai sendo coisa rara a favor das redes sociais. Ou seja, a Tuna em Portugal passou de um espelhar corporativista a uma lógica twittada, reduzindo ao minimo essencial em detrimento da mensagem de facto.
A evolução própria de um meio em constante evolução como o será a sociedade da informação vai ditando as regras do jogo e todos o dias as ferramentas vão ficando mais refinadas, parece seguro. O Blogspot substitui olimpicamente qualquer forum, o twitter tomou de assalto o livro de vistas, o wordpress torna quase jurássico o site institucional. Recursos tão novos quanto ao mesmo tempo, complementares uns dos outros e por vezes, até, sucedâneos, sobrepondo-se nas suas missões especificas.
Como resultado temos actualmente cada vez menos sitios na internet de tunas e cada vez mais máquinas automáticas de frases curtas de tunas, o que não deixa de ser paradoxal: se há tanto mecanismo, tanta ferramenta, por que razão o conteúdo será cada vez menor, logo, mais pobre? O motivo é um caleidoscópio de várias sub-razões. Com tanto soudbyte curto online, a prazo será dificil distinguir conteúdos de facto importantes com vista a um repositório informativo como legado futuro, para os vindouros. Muita frase curta e simples ajuda à dispersão, não à compilação e compactação informativa e formativa. Será o preço a pagar pelos tempos que correm. Justiça seja feita aos que, teimosamente, algures na Gália Tunante, continuam a resistir e a deixar algo com princípio, meio e fim, que obviamente mais longo por mais denso em conteúdo.
A MarkeTuna é hoje um conceito em franca expansão, que vende o seu "produto" da mesma forma que uma banda, um partido ou uma marca de sapatilhas, sem tirar nem pôr. Casos há até em que a Tuna serviu de mero pretexto comercial para vender de facto, um produto.
No mainstream do status quo tunante, tal como no político, a tremenda dificuldade ou mesmo nulidade total em passar a mensagem de facto e maior aposta num show off de soudbytes, casos isolados e muita imagem dita de comercial para venda de produto. As Tunas nacionais hoje raramente são capazes de defender abertamente modelos, filosofias, formas de estar e ser, por oposição a uma procura polida e estilizada de uma imagem de marca, de uma label quase a roçar a vertente comercial, como se uma Tuna vendesse um produto X - quando deveria defender antes uma filosofia Y.
Uma pequena viagem ciberbautica confirma isso mesmo, com a forte aposta tunante nas redes sociais como sendo hi5, facebook ou ainda o palco principal ou myspace. A prioridade é para a imagem e não para o conteúdo, é para o look e não para a substância, é para a label e não para a mensagem propriamente dita. O recurso à internet pelas Tunas não é de hoje mas há uma clara inflexão nas formas de comunicação tunante via internet face à dez anos atrás, por exemplo, onde o site de criação caseira era maioritário por oposição a hoje onde o mesmo vai sendo coisa rara a favor das redes sociais. Ou seja, a Tuna em Portugal passou de um espelhar corporativista a uma lógica twittada, reduzindo ao minimo essencial em detrimento da mensagem de facto.
A evolução própria de um meio em constante evolução como o será a sociedade da informação vai ditando as regras do jogo e todos o dias as ferramentas vão ficando mais refinadas, parece seguro. O Blogspot substitui olimpicamente qualquer forum, o twitter tomou de assalto o livro de vistas, o wordpress torna quase jurássico o site institucional. Recursos tão novos quanto ao mesmo tempo, complementares uns dos outros e por vezes, até, sucedâneos, sobrepondo-se nas suas missões especificas.
Como resultado temos actualmente cada vez menos sitios na internet de tunas e cada vez mais máquinas automáticas de frases curtas de tunas, o que não deixa de ser paradoxal: se há tanto mecanismo, tanta ferramenta, por que razão o conteúdo será cada vez menor, logo, mais pobre? O motivo é um caleidoscópio de várias sub-razões. Com tanto soudbyte curto online, a prazo será dificil distinguir conteúdos de facto importantes com vista a um repositório informativo como legado futuro, para os vindouros. Muita frase curta e simples ajuda à dispersão, não à compilação e compactação informativa e formativa. Será o preço a pagar pelos tempos que correm. Justiça seja feita aos que, teimosamente, algures na Gália Tunante, continuam a resistir e a deixar algo com princípio, meio e fim, que obviamente mais longo por mais denso em conteúdo.
A MarkeTuna é hoje um conceito em franca expansão, que vende o seu "produto" da mesma forma que uma banda, um partido ou uma marca de sapatilhas, sem tirar nem pôr. Casos há até em que a Tuna serviu de mero pretexto comercial para vender de facto, um produto.
Segunda-feira, Setembro 21, 2009
A Aventura "Pandeiretamente Política"
Pronto, ora cá está. Ok que tá destrajado. Mas também o que mais há prá aí é pandeiretas destrajados....
Terça-feira, Setembro 15, 2009
A Aventura do " The Dark Side of the Moon"

Título de um famigerado Long Player dos não menos famosos Pink Floyd, album conceptual da mítica banda que, curiosamente, fala sobre as pressões da vida, como tempo, dinheiro, guerra, loucura e morte. Apropriado sem dúvida para o que aí vem nesta "Aventura".
Ao longo de um estudo já com três anos tenho-me vindo a deparar com curiosas pressões da vida, outras quiçá que não as acima, mas que permitem discernir a óbvia lacuna temporal e espacial de que o fenómeno tunante português tem vindo a sofrer. Têm-se pensado sobre a Tuna nacional numa óptica parecida com algo como sendo "Tuna é hoje, é isso que conta", resumindo uma tradição a uns parcos -e algo parvos, diga-se - vinte anos e mais nada. Nada de mais profundamente errado, posso afiançar.
Se porventura alguns dos leitores tivessem a mais pálida imagem global, intemporal e espacial do que é de facto, a Tuna Universitária, muito provavelmente teríamos hoje Tunos e Tunas mais preparadas para encarar melhor os dias de hoje, as saudades do futuro que todos bradam e mais do que isso, preparadas para entender de facto o que foi e é esta Tradição. Muita coisa se foi descobrindo ao longo de três anos, umas curiosas, outras confirmações, outras mitos, outras verdades escondidas habilmente e assim sucessivamente, fazendo desde logo perceber que o que todos nós vivemos de facto - uns 5, outros 10 ou mais anos - são, no compto geral, uma pequena gota de um imenso mar ainda por desbravar devida e competentemente. O que anda a "malta" a fazer é de facto, tão pequeno ao lado da densa e rica história Tunante de séculos, que faz perceber desde logo o tremendo umbiguismo a que estamos votados, por esquecimento ou negligência face ao que é o todo de uma Tradição secular.
Centramo-nos, pois, até aos dias de hoje, nos tais vinte anos, vividos intensamente estou certo mas tão intensos na sua vivência como néscios na sua envolvência geral, no seu contexto maior, no seu papel evolutivo e de mutação constante por interacção com a sociedade em geral, ela também que se foi mutando ao longo dos séculos e por estas partidas do mundo. Olhando com alguma tranquilidade despreendida, a pesquisa sobre o fenómeno Tunante é uma autêntico banho de humildade tunante, numa época onde pasme-se ainda há quem acha que pode, num ápice, mudar algo de tão tradicional como um qualquer ícone, por exemplo, da cultura tunante. Olho com graça e em claro rigor técnico para a sobrevivência e evolução de uma tradição tunante que nunca precisou, p.ex., de competição entre tunas para sobreviver ou afirmar-se. Olho com particular piada e confessa pena para aqueles que julgando tudo saber e afirmando a pés juntos que a música é só o que interessa em Tunas universitárias, para o que andaram a perder na procura de tanto querer ganhar. Olho com bastante piada para alguns que arrogados de uma pretensa - parola - superioridade moral nem sequer se dão ao trabalho de perceber que a sua arrogância é tão facilmente desmontável como desprovida do mais importante que um Tuno pode encerrar: humildade.
Enfim, saíndo do mundo tunante dos ultimos vinte anos tenho vindo a descobrir o imenso mar que envolve estes micro-vinte anos "tugas", percebendo e concluíndo que, de facto, foram vinte anos intensos, tão intensos quanto néscios e arrogantemente egocêntricos. Com tanto mar que tenho descoberto nesta viagem pela Tuna com T grande, tenho levado um banho valente que só me tem feito bem, de forma a perceber melhor o quão pequena é a poçita "tuga" com vinte anitos. Só faz bem, meus amigos. E com estes banhos percebo muito melhor o umbiguismo arrogante, anti-voluntarista e ignorante deste "boom" tunante que vem dos anos 80 e 90 do Século XX cá pela Nação Valente e Imortal, o nosso "Dark Side of the Moon" que alguns teimam em querer clarear.
Um dia destes já poderão os interessados tomar uns banhos valentes de Tuna com T Grande. Aos que têm medo de águas límpidas tunantes recomendo...juízo. E futsal ou matrequilhos; estão no mar errado....
Ao longo de um estudo já com três anos tenho-me vindo a deparar com curiosas pressões da vida, outras quiçá que não as acima, mas que permitem discernir a óbvia lacuna temporal e espacial de que o fenómeno tunante português tem vindo a sofrer. Têm-se pensado sobre a Tuna nacional numa óptica parecida com algo como sendo "Tuna é hoje, é isso que conta", resumindo uma tradição a uns parcos -e algo parvos, diga-se - vinte anos e mais nada. Nada de mais profundamente errado, posso afiançar.
Se porventura alguns dos leitores tivessem a mais pálida imagem global, intemporal e espacial do que é de facto, a Tuna Universitária, muito provavelmente teríamos hoje Tunos e Tunas mais preparadas para encarar melhor os dias de hoje, as saudades do futuro que todos bradam e mais do que isso, preparadas para entender de facto o que foi e é esta Tradição. Muita coisa se foi descobrindo ao longo de três anos, umas curiosas, outras confirmações, outras mitos, outras verdades escondidas habilmente e assim sucessivamente, fazendo desde logo perceber que o que todos nós vivemos de facto - uns 5, outros 10 ou mais anos - são, no compto geral, uma pequena gota de um imenso mar ainda por desbravar devida e competentemente. O que anda a "malta" a fazer é de facto, tão pequeno ao lado da densa e rica história Tunante de séculos, que faz perceber desde logo o tremendo umbiguismo a que estamos votados, por esquecimento ou negligência face ao que é o todo de uma Tradição secular.
Centramo-nos, pois, até aos dias de hoje, nos tais vinte anos, vividos intensamente estou certo mas tão intensos na sua vivência como néscios na sua envolvência geral, no seu contexto maior, no seu papel evolutivo e de mutação constante por interacção com a sociedade em geral, ela também que se foi mutando ao longo dos séculos e por estas partidas do mundo. Olhando com alguma tranquilidade despreendida, a pesquisa sobre o fenómeno Tunante é uma autêntico banho de humildade tunante, numa época onde pasme-se ainda há quem acha que pode, num ápice, mudar algo de tão tradicional como um qualquer ícone, por exemplo, da cultura tunante. Olho com graça e em claro rigor técnico para a sobrevivência e evolução de uma tradição tunante que nunca precisou, p.ex., de competição entre tunas para sobreviver ou afirmar-se. Olho com particular piada e confessa pena para aqueles que julgando tudo saber e afirmando a pés juntos que a música é só o que interessa em Tunas universitárias, para o que andaram a perder na procura de tanto querer ganhar. Olho com bastante piada para alguns que arrogados de uma pretensa - parola - superioridade moral nem sequer se dão ao trabalho de perceber que a sua arrogância é tão facilmente desmontável como desprovida do mais importante que um Tuno pode encerrar: humildade.
Enfim, saíndo do mundo tunante dos ultimos vinte anos tenho vindo a descobrir o imenso mar que envolve estes micro-vinte anos "tugas", percebendo e concluíndo que, de facto, foram vinte anos intensos, tão intensos quanto néscios e arrogantemente egocêntricos. Com tanto mar que tenho descoberto nesta viagem pela Tuna com T grande, tenho levado um banho valente que só me tem feito bem, de forma a perceber melhor o quão pequena é a poçita "tuga" com vinte anitos. Só faz bem, meus amigos. E com estes banhos percebo muito melhor o umbiguismo arrogante, anti-voluntarista e ignorante deste "boom" tunante que vem dos anos 80 e 90 do Século XX cá pela Nação Valente e Imortal, o nosso "Dark Side of the Moon" que alguns teimam em querer clarear.
Um dia destes já poderão os interessados tomar uns banhos valentes de Tuna com T Grande. Aos que têm medo de águas límpidas tunantes recomendo...juízo. E futsal ou matrequilhos; estão no mar errado....
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The Dark Side of the Moon
Segunda-feira, Setembro 14, 2009
A Aventura da......???????????
Esta que passo a relatar, de fonte fidedigna - porque presente na dita cuja ocasião - é, de facto, a créme de la créme, o top of the tops, o primvs inter pares da nenhuma vergonha (já que neste caso e noutros, pouca vergonha já seria algo de positivo...). Nunca ouvi nada parecido ao longo destes anos, admito.
Passo a narrar então: Certo certame de Tunas convida determinado grupo para esse mesmo evento, na certeza de que ao convidarem esse grupo em concreto dificilmente obteriam uma resposta positiva. Este ultimo então faz saber junto do dito cujo certame que aceitariam o convite de forma positiva se - e passo a citar - "certo e determinado prémio" estivesse "naturalmente sob reserva". A entidade organizadora acedeu à "sugestão", na perspectiva de, ao poder contar com esse agrupamento, teria um cartaz mais atractivo. Note-se que meanwhile várias tunas foram convidadas para esse mesmo evento, nos moldes normais e sem sugestões de parte a parte; mais, todas elas nos antípodas do "negócio" que por trás é montado.
Ora, temos então aqui o seguinte cenário: Tunas convidadas, Juri qualificado a postos para avaliar, público a assistir e duas entidades estranhas a Tunas em perfeito conluío corruptivo de forma a ficarem "todos contentes" sendo que no "caldinho" os prejudicados seriam "os outros", tá bom de ver (entenda-se outros como sendo o Jurado que faria um papel meramente decorativo a fim de dar "credibilidade" ao "negócio", o público que seria defraudado obviamente e as Tunas participantes que iriam sem saberem - como ocorreu - fazer a figura do ultimo a saber.
Ocorreu, contudo, que o Jurado no final e em rigor avaliativo então, por acaso - pois à margem do "negócio" que desconhecia por completo - atribui o "certo e determinado prémio" à Tuna que no seu entender assim o mereceu e que não era o dito cujo agrupamento a quem o mesmo "estaria destinado" de forma "imparcial", qual Evaristo a escolher a melhor costureirinha do bairro, sua filha Alice, como certamente se recordarão....."vamos embora que isto é uma grande aldrabice!!"
E não é que a "organização" ao tomar conhecimento da legitima decisão do Jurado, interpõem-se e abre literalmente o livro, dizendo claramente que o "certo e determinado prémio" está reservado, portanto, "votem lá mas de outra maneira e coisa e tal...", ao que o Jurado obviamente respondeu não, mantendo a sua decisão legítimamente tomada, que prevaleceu no final. Ou seja, esteve o Jurado a trabalhar durante X horas para ser "comido" também por lorpa e por... quem o convidou! Surreal !!!!!!!
A "marosca" torna-se ainda duplamente grave pois o Jurado ao decidir atribuir o "certo e determinado prémio" a uma - esta sim - Tuna que não à dita cuja "prometida" (parece coisa de baile de debutantes...dasss..."ó Sr. Juíz Desembargador, prometo entregar a virgindade da minha santa filha ao seu viril 1º descendente barão" !") acaba por desmascarar duplamente quer a real intenção do dito cujo agrupamento, quer a sua real natureza de facto. Se porventura a decisão do Jurado indicasse para o "certo e determinado" prémio o dito cujo agrupamento, nada disto se saberia, nunca se viria a saber. Revelador, não acham?
Relato "isto" (nem sei como qualificar, admito) por duas ordens de razão fortes e em coerência absoluta, que são absolutamente fulcrais para que se exponha esta....."coisa":
Aqui, nesta história os dois únicos intervenientes que não são Tunos, nem Tunas nem rigorosamente nada têm a ver com o meio tunante são precisamente quem "organizou"o dito cujo evento e o agrupamento que se prestou a este lamentável papel. Ora, não sendo Tunas, nem Tunos e nos antípodas da nossa cultura, está bom de ver qual a moral da história: O "nacional-porreirismo tunante" dá nisto; de "malta fixe" a "de copo em copo" estava tudo (entenda-se a Tuna em geral) a ser fortemente "comido por lorpa" por "paraquedistas" - e isto para ser simpático.... - que andam no nosso meio a gozar com o que somos, com a nossa lealdade, cavalheirismo e honra.
Continuo a não acreditar que Tunas de facto se prestem a coisas estranhas ou mesmo como esta. Quem é do meio de facto não pensa sequer em coisas destas, que fará fazê-las; não é de Tunos e de Tunas Universitárias. Isto é coisa de gente que anda pelo nosso meio mas que dele nada tem e não quer ter sequer. Daí a razão deste relato. A César o que é de César. De Tunas, para Tunas e com Tunas.
Nota: A tradução de "certo e determinado prémio" não é prémio de participação....
Passo a narrar então: Certo certame de Tunas convida determinado grupo para esse mesmo evento, na certeza de que ao convidarem esse grupo em concreto dificilmente obteriam uma resposta positiva. Este ultimo então faz saber junto do dito cujo certame que aceitariam o convite de forma positiva se - e passo a citar - "certo e determinado prémio" estivesse "naturalmente sob reserva". A entidade organizadora acedeu à "sugestão", na perspectiva de, ao poder contar com esse agrupamento, teria um cartaz mais atractivo. Note-se que meanwhile várias tunas foram convidadas para esse mesmo evento, nos moldes normais e sem sugestões de parte a parte; mais, todas elas nos antípodas do "negócio" que por trás é montado.
Ora, temos então aqui o seguinte cenário: Tunas convidadas, Juri qualificado a postos para avaliar, público a assistir e duas entidades estranhas a Tunas em perfeito conluío corruptivo de forma a ficarem "todos contentes" sendo que no "caldinho" os prejudicados seriam "os outros", tá bom de ver (entenda-se outros como sendo o Jurado que faria um papel meramente decorativo a fim de dar "credibilidade" ao "negócio", o público que seria defraudado obviamente e as Tunas participantes que iriam sem saberem - como ocorreu - fazer a figura do ultimo a saber.
Ocorreu, contudo, que o Jurado no final e em rigor avaliativo então, por acaso - pois à margem do "negócio" que desconhecia por completo - atribui o "certo e determinado prémio" à Tuna que no seu entender assim o mereceu e que não era o dito cujo agrupamento a quem o mesmo "estaria destinado" de forma "imparcial", qual Evaristo a escolher a melhor costureirinha do bairro, sua filha Alice, como certamente se recordarão....."vamos embora que isto é uma grande aldrabice!!"
E não é que a "organização" ao tomar conhecimento da legitima decisão do Jurado, interpõem-se e abre literalmente o livro, dizendo claramente que o "certo e determinado prémio" está reservado, portanto, "votem lá mas de outra maneira e coisa e tal...", ao que o Jurado obviamente respondeu não, mantendo a sua decisão legítimamente tomada, que prevaleceu no final. Ou seja, esteve o Jurado a trabalhar durante X horas para ser "comido" também por lorpa e por... quem o convidou! Surreal !!!!!!!
A "marosca" torna-se ainda duplamente grave pois o Jurado ao decidir atribuir o "certo e determinado prémio" a uma - esta sim - Tuna que não à dita cuja "prometida" (parece coisa de baile de debutantes...dasss..."ó Sr. Juíz Desembargador, prometo entregar a virgindade da minha santa filha ao seu viril 1º descendente barão" !") acaba por desmascarar duplamente quer a real intenção do dito cujo agrupamento, quer a sua real natureza de facto. Se porventura a decisão do Jurado indicasse para o "certo e determinado" prémio o dito cujo agrupamento, nada disto se saberia, nunca se viria a saber. Revelador, não acham?
Relato "isto" (nem sei como qualificar, admito) por duas ordens de razão fortes e em coerência absoluta, que são absolutamente fulcrais para que se exponha esta....."coisa":
Aqui, nesta história os dois únicos intervenientes que não são Tunos, nem Tunas nem rigorosamente nada têm a ver com o meio tunante são precisamente quem "organizou"o dito cujo evento e o agrupamento que se prestou a este lamentável papel. Ora, não sendo Tunas, nem Tunos e nos antípodas da nossa cultura, está bom de ver qual a moral da história: O "nacional-porreirismo tunante" dá nisto; de "malta fixe" a "de copo em copo" estava tudo (entenda-se a Tuna em geral) a ser fortemente "comido por lorpa" por "paraquedistas" - e isto para ser simpático.... - que andam no nosso meio a gozar com o que somos, com a nossa lealdade, cavalheirismo e honra.
Continuo a não acreditar que Tunas de facto se prestem a coisas estranhas ou mesmo como esta. Quem é do meio de facto não pensa sequer em coisas destas, que fará fazê-las; não é de Tunos e de Tunas Universitárias. Isto é coisa de gente que anda pelo nosso meio mas que dele nada tem e não quer ter sequer. Daí a razão deste relato. A César o que é de César. De Tunas, para Tunas e com Tunas.
Nota: A tradução de "certo e determinado prémio" não é prémio de participação....
Quinta-feira, Setembro 10, 2009
A Aventura da Militância...
Numa altura em que o folclore iconográfico/político está no seu auge - para desespero do comum mortal ... - assalta-me uma questão á mente que, de certa forma, já aflorei ao de leve anteriormente em algumas "aventuras" mas que nunca teve direito a uma mais aprofundada, digamos, análise: a militância tunante. Mas afinal, que é isso da militância tunante?
Passo a explicar: entenda-se a militância tunante, aqui, como o exacerbar à ultima consequência a defesa in extremis da sua Tuna, da Tuna de cada um de nós, ou seja, aquela coisa tão tribal quanto romanticamente emocional. Não falo - por ora - da militância tunante pela causa comum, pela Res Tvnae, que essa conversa dará para muita reflexão e escrita, até porque causa maior.
Mas vamos ao mais comezinho: A militância tunante a que chamo baixa militância tunante, para ficar mais claro. A sua génese é remota e, por si só, serviria para explicar muito do que justifica, aparentemente, essa baixa militância tunante. No "boom" de idos dos anos 80, inícios de 90, essa militância tunante teve o seu auge precisamente porque a Tuna foi o "braço armado" do exacerbar de cada Casa de Altos Estudos, uma espécie de "brigadas negras" de "elite" de um nome, entroncando com o ressurgir das Tradições Académicas e da Praxe que até então estavam hibernadas. Nessa altura - e porque o contexto universitário, académico, praxista e até mesmo social da conjunctura de época o originaram e alimentaram - cada Tuna era uma espécie de Euskadi Ta Askatasuna - ou seja, ETA - de cada Universidade, Faculdade ou Instituto Superior, numa lógica perfeitamente bélica onde as armas eram bandolins e violas, as bombas eram prémios e a Calle Borroka era o Cortejo, mais coisa menos coisa. Ou seja, cada Tuno era simultâneamente Tuno e guerreiro da "sua" universidade, faculdade ou instituto, sendo que a Tuna era "usada" como forma previlegiada de militância exacerbada, onde o contacto com os restantes que não os seus eram pontuais ou justificáveis por força de circunstâncias especiais - apadrinhamentos, irmanamentos e pouco mais.
O isolamento a que se vetavam esses guerrilheiros tunantes originou uma fórmula que a prazo se veio a revelar altamente prejudicial ao todo, à Tuna em sentido lato. A fórmula em questão diz-nos que "eu faço bem, tu fazes bem. ele faz bem e nós fazemos todos....mal". Ou seja, na defesa militante exacerbada do que era nosso esquecemo-nos todos daquilo que era afinal de todos: a Tuna. Mea Culpa que nessa época era um miudo...
Hoje essa baixa militância tunante é cada vez mais absurda, desadequada aos tempos e contextos que correm e mais, mesmo no seio tunante, desprovida de qualquer lógica excepto uma: o orgulho. De se ser da Universidade X ou Faculdade Y ou Instituto H. Mas o orgulho em se pertencer a algo nada tem a ver com a baixa militância tunante de antes, olhando para o seu umbigo e polindo-o, elegendo os outros Tunos e Tunas como inimigos, do outro lado da barricada quando, afinal, se constataria depois que não há barricada alguma entre Tunos. O auto-polimento do ego tunante de então - e hoje pode-se dizer - foi altamente prejudicial ao todo do fenómeno a prazo, que ainda hoje deixa marcas e mostra a sua natureza, de quando em vez, em certos e determinados casos/situações felizmente cada vez mais pontuais.
Deriva de todo este contexto histórico também a forma como a Tuna em Portugal foi evoluíndo (!!??) por oposição ao fenómeno espanhol. A nossa heterogeneidade inter-tunas deriva também dessa baixa militância tunante, onde a procura da diferenciação a todo o custo - visual, estética, musical, etc - resulta precisamente na vontade exacerbada de representação guerreira do "seu" e não preocupada de todo com o que é de Todos. Poder-se-á afirmar que paradoxalmente foi precisamente o atrás dito que catapultou a qualidade das Tunas nacionais. Mas não me restam dúvidas que em Espanha a rivalidade inter-tunas é muito mais diminuta do que a que por cá se passa, o que não deixa de ser curioso tendo Espanha mais Tunas que nós.
Duas décadas depois poder-se-á dizer que está na altura de dar a vez à Alta Militância Tunante por até absurdo actualmente misturar-se orgulho com altivez. Casos há de Tunas nacionais que desmancham somente pela sua génese e formação o conceito de baixa militância tunante e curiosamente com sucesso o fazem. Não faz sentido algum que actualmente o Tuno misture conceitos quando tem hoje em dia todos os dados na mesa, perfeitamente delimitados e actuais, que indicam um caminho de maior aproximação inter-tunas, de troca de experiências, de tolerância, de abertura. Hoje em dia Tunas que se fecham em si mesmas estão na ante-câmera de um valente trambolhão existencial.
Há que dar primazia ao todo, ao conjunto do fenómeno, com abertura de espírito e menos espírito guerreiro - de que os festivais competitivos são catalizadores - potenciando intercâmbio, diálogo, se quiserem glastnost, ou seja, desanuviamento inter-tunas. Saí hoje a Tuna da idade do armário e vai a caminho da maioridade ou mesmo nela está. Resta a maturidade. E essa começa por todos nós, que deveremos procurar a Alta Militância Tunante para bem da Tuna portuguesa.
Passo a explicar: entenda-se a militância tunante, aqui, como o exacerbar à ultima consequência a defesa in extremis da sua Tuna, da Tuna de cada um de nós, ou seja, aquela coisa tão tribal quanto romanticamente emocional. Não falo - por ora - da militância tunante pela causa comum, pela Res Tvnae, que essa conversa dará para muita reflexão e escrita, até porque causa maior.
Mas vamos ao mais comezinho: A militância tunante a que chamo baixa militância tunante, para ficar mais claro. A sua génese é remota e, por si só, serviria para explicar muito do que justifica, aparentemente, essa baixa militância tunante. No "boom" de idos dos anos 80, inícios de 90, essa militância tunante teve o seu auge precisamente porque a Tuna foi o "braço armado" do exacerbar de cada Casa de Altos Estudos, uma espécie de "brigadas negras" de "elite" de um nome, entroncando com o ressurgir das Tradições Académicas e da Praxe que até então estavam hibernadas. Nessa altura - e porque o contexto universitário, académico, praxista e até mesmo social da conjunctura de época o originaram e alimentaram - cada Tuna era uma espécie de Euskadi Ta Askatasuna - ou seja, ETA - de cada Universidade, Faculdade ou Instituto Superior, numa lógica perfeitamente bélica onde as armas eram bandolins e violas, as bombas eram prémios e a Calle Borroka era o Cortejo, mais coisa menos coisa. Ou seja, cada Tuno era simultâneamente Tuno e guerreiro da "sua" universidade, faculdade ou instituto, sendo que a Tuna era "usada" como forma previlegiada de militância exacerbada, onde o contacto com os restantes que não os seus eram pontuais ou justificáveis por força de circunstâncias especiais - apadrinhamentos, irmanamentos e pouco mais.
O isolamento a que se vetavam esses guerrilheiros tunantes originou uma fórmula que a prazo se veio a revelar altamente prejudicial ao todo, à Tuna em sentido lato. A fórmula em questão diz-nos que "eu faço bem, tu fazes bem. ele faz bem e nós fazemos todos....mal". Ou seja, na defesa militante exacerbada do que era nosso esquecemo-nos todos daquilo que era afinal de todos: a Tuna. Mea Culpa que nessa época era um miudo...
Hoje essa baixa militância tunante é cada vez mais absurda, desadequada aos tempos e contextos que correm e mais, mesmo no seio tunante, desprovida de qualquer lógica excepto uma: o orgulho. De se ser da Universidade X ou Faculdade Y ou Instituto H. Mas o orgulho em se pertencer a algo nada tem a ver com a baixa militância tunante de antes, olhando para o seu umbigo e polindo-o, elegendo os outros Tunos e Tunas como inimigos, do outro lado da barricada quando, afinal, se constataria depois que não há barricada alguma entre Tunos. O auto-polimento do ego tunante de então - e hoje pode-se dizer - foi altamente prejudicial ao todo do fenómeno a prazo, que ainda hoje deixa marcas e mostra a sua natureza, de quando em vez, em certos e determinados casos/situações felizmente cada vez mais pontuais.
Deriva de todo este contexto histórico também a forma como a Tuna em Portugal foi evoluíndo (!!??) por oposição ao fenómeno espanhol. A nossa heterogeneidade inter-tunas deriva também dessa baixa militância tunante, onde a procura da diferenciação a todo o custo - visual, estética, musical, etc - resulta precisamente na vontade exacerbada de representação guerreira do "seu" e não preocupada de todo com o que é de Todos. Poder-se-á afirmar que paradoxalmente foi precisamente o atrás dito que catapultou a qualidade das Tunas nacionais. Mas não me restam dúvidas que em Espanha a rivalidade inter-tunas é muito mais diminuta do que a que por cá se passa, o que não deixa de ser curioso tendo Espanha mais Tunas que nós.
Duas décadas depois poder-se-á dizer que está na altura de dar a vez à Alta Militância Tunante por até absurdo actualmente misturar-se orgulho com altivez. Casos há de Tunas nacionais que desmancham somente pela sua génese e formação o conceito de baixa militância tunante e curiosamente com sucesso o fazem. Não faz sentido algum que actualmente o Tuno misture conceitos quando tem hoje em dia todos os dados na mesa, perfeitamente delimitados e actuais, que indicam um caminho de maior aproximação inter-tunas, de troca de experiências, de tolerância, de abertura. Hoje em dia Tunas que se fecham em si mesmas estão na ante-câmera de um valente trambolhão existencial.
Há que dar primazia ao todo, ao conjunto do fenómeno, com abertura de espírito e menos espírito guerreiro - de que os festivais competitivos são catalizadores - potenciando intercâmbio, diálogo, se quiserem glastnost, ou seja, desanuviamento inter-tunas. Saí hoje a Tuna da idade do armário e vai a caminho da maioridade ou mesmo nela está. Resta a maturidade. E essa começa por todos nós, que deveremos procurar a Alta Militância Tunante para bem da Tuna portuguesa.
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Militância Tunante
Quarta-feira, Setembro 09, 2009
A Aventura da Prevenção...
Que não seja mal interpretado. Mas de facto, prevenir ainda vai sendo o melhor remédio, mesmo com a H1N1 a fazer disparar as acções das farmacêuticas....
Indo á questão substantiva, portanto. O ENT surgiu com uma clara e objectiva missão, que seria - será - proporcionar um espaço de diálogo, troca de informação e formação objectiva sobre o fenómeno tunante nacional em sentido lato. Surgiu por manifesta falta desse mesmo espaço, face to face, de forma a potenciar a aproximação de facto, a troca de experiências, percepções de outras diferentes realidades dentro do espectro nacional, em suma, como local previlegiado para se pensar a Tuna. Poder-se-á advogar que em algumas ocasiões correu melhor, noutras menos bem, se atendermos à questão substantiva que serve de alicerce à lógica do Encontro Nacional de Tunos ou Tunantes, como preferirem.
Mormente o ENT - como ficou conhecido - ter ainda uma jovialidade objectivamente carente de afinações, melhoramentos e clara missão a atingir, não deverá a meu ver correr o risco de dar primazia ao acessório em detrimento do fundamental. O ENT por si só não pode servir de olimpica desculpa para se fazer uma série de coisas que poderiam muito bem ser realizadas - como já são até, algumas - em outros contextos tunantes. Deve por tal ter sempre bem presente a matriz, o gene que lhe conferiu a natureza, ou seja, diálogo, debate e possibilidade de contraditório em matérias de fundo e pertinentes para o todo do fenómeno tunante português, não se refugiando nas restantes actividades que seguramente muito nobres mas sempre suporte do objectivo primeiro. Aliás, o sucesso das melhores edições do ENT deve-se precisamente à aposta no essencial e não no acessório, se repararem com propriedade.
O ENT é de Tunos e para Tunos, é a eles que serve, é para eles que existe e não por e para mais ninguém por muito ilustre ou desconhecido "paraquedista" que seja. O ENT serve a Tuna em ultima e primeira instância e não serve mais ninguém em absoluto rigor; não é missão do ENT extrapolar-se como tal para fora das portas Tunantes nacionais, quanto muito se for um bom ENT poderá fora de portas tunantes recolher os louros de tal. É um espaço períodico onde podemos encontrar amigos, tocar umas malhas, beber uns copos, abanar o capacete e aprender técnicas sobre este ou aquele instrumento. Mas sempre como pano de fundo a um palco principal que é o debate, a conversa, a tertulia, o diálogo aberto, directo e frontal. Sem este ultimo não existe ENT, antes sim uma coisa qualquer que não serve o propósito essencial do ENT, do mundo tunante nacional.
Pela mesma ordem de razões, o ENT é para os que lá vão e porventura dele saem reflexões que depois, em diferido, poderão servir a muitos para vantagem do todo. Por isso é que é indiferente se o ENT tem 30, 300 ou 3000 assistentes; os que lá vão, os Tunos - os outros são... os outros - é que são o ENT falado, dialogado, debatido. Não gostaria pessoalmente de ver o ENT transformado em algo que não aquilo para que foi criado e pensado. Caso oposto, não é o ENT.
Fica o humilde alerta, nada mais que isso.
Indo á questão substantiva, portanto. O ENT surgiu com uma clara e objectiva missão, que seria - será - proporcionar um espaço de diálogo, troca de informação e formação objectiva sobre o fenómeno tunante nacional em sentido lato. Surgiu por manifesta falta desse mesmo espaço, face to face, de forma a potenciar a aproximação de facto, a troca de experiências, percepções de outras diferentes realidades dentro do espectro nacional, em suma, como local previlegiado para se pensar a Tuna. Poder-se-á advogar que em algumas ocasiões correu melhor, noutras menos bem, se atendermos à questão substantiva que serve de alicerce à lógica do Encontro Nacional de Tunos ou Tunantes, como preferirem.
Mormente o ENT - como ficou conhecido - ter ainda uma jovialidade objectivamente carente de afinações, melhoramentos e clara missão a atingir, não deverá a meu ver correr o risco de dar primazia ao acessório em detrimento do fundamental. O ENT por si só não pode servir de olimpica desculpa para se fazer uma série de coisas que poderiam muito bem ser realizadas - como já são até, algumas - em outros contextos tunantes. Deve por tal ter sempre bem presente a matriz, o gene que lhe conferiu a natureza, ou seja, diálogo, debate e possibilidade de contraditório em matérias de fundo e pertinentes para o todo do fenómeno tunante português, não se refugiando nas restantes actividades que seguramente muito nobres mas sempre suporte do objectivo primeiro. Aliás, o sucesso das melhores edições do ENT deve-se precisamente à aposta no essencial e não no acessório, se repararem com propriedade.
O ENT é de Tunos e para Tunos, é a eles que serve, é para eles que existe e não por e para mais ninguém por muito ilustre ou desconhecido "paraquedista" que seja. O ENT serve a Tuna em ultima e primeira instância e não serve mais ninguém em absoluto rigor; não é missão do ENT extrapolar-se como tal para fora das portas Tunantes nacionais, quanto muito se for um bom ENT poderá fora de portas tunantes recolher os louros de tal. É um espaço períodico onde podemos encontrar amigos, tocar umas malhas, beber uns copos, abanar o capacete e aprender técnicas sobre este ou aquele instrumento. Mas sempre como pano de fundo a um palco principal que é o debate, a conversa, a tertulia, o diálogo aberto, directo e frontal. Sem este ultimo não existe ENT, antes sim uma coisa qualquer que não serve o propósito essencial do ENT, do mundo tunante nacional.
Pela mesma ordem de razões, o ENT é para os que lá vão e porventura dele saem reflexões que depois, em diferido, poderão servir a muitos para vantagem do todo. Por isso é que é indiferente se o ENT tem 30, 300 ou 3000 assistentes; os que lá vão, os Tunos - os outros são... os outros - é que são o ENT falado, dialogado, debatido. Não gostaria pessoalmente de ver o ENT transformado em algo que não aquilo para que foi criado e pensado. Caso oposto, não é o ENT.
Fica o humilde alerta, nada mais que isso.
Terça-feira, Setembro 08, 2009
A Aventura Oportunista...
Silly Season finitum est....
Há coisas que de facto, vai lá vai. Estava num destes dias de verão em amena cavaqueira à mesa com um grupo de amigos que nada têm a ver com estas coisas das Tunas e, en passant, calho de dizer que um destes dias vou dar uma volta ao estrangeiro com a "minha" Tuna. Falava-se de viajar, de locais, de isto e aquilo relacionado com o tema substantivo das férias.
Eís que, essa malta que regra geral olha para as Tunas com aquele olhar paternalista de avô que participou na 1ª Guerra Mundial e que diz que os disturbios no Bairro do Aleixo são peanuts , ou seja, olha com desdem e manifesto gozo altivo sobre uma coisa que segundo eles "é giro e assim, quando tinha 20 anos era engraçado e coisa e tal", vai daí, ao ouvirem os pormenores da dita cuja deslocação ao estrangeiro, respondem acto contínuo " é pá, não precisas de ninguém que toque ferrinhos e assim?" (curioso como os ferrinhos surgem sempre nestas conversas, talvez por ser instrumento supostamente fácil, não faço a mais pálida ideia...).
E é aqui que o mundo ganha outra côr, de facto. Ora, enquanto se fala que se está numa Tuna, os olhares são de esguelha obliquamente arrogantes ou sorrisos complacentes como quem diz "coitado, mais um que sofre de complexo de Peter Pan" ou então "tadito...!". Mas quando se concretiza o passe fatal e se vislumbra um golo de antologia com uma digressão à estranja com tudo pago e coisa e tal, bom, meus caros, outros valores se levantam e alto lá que isto já é coisa séria, com ferrinhos e tudo pelo meio se for preciso! Até houve um comensal que se disponibilizou - pasme-se - para carregar instrumentos e bagagem se fosse preciso (algo que prontamente recusei por respeito aos caloiros; ética acima de tudo que nas Tunas não há sub-empreitadas nem layoff....).
É curioso como num mundo materialista e perfeitamente auto-canibalizado, onde meio mundo anda a comer o outro, não só o conseguindo mas também se revezando, ainda existem uns irredutiveís gauleses tunantes que, em nome de um gosto, um puro gosto, se prontificam a fazer o que gostam de fazer de forma desinteressada. Já outros, no alto dos seus belos ordenados, responsabilidades e afins de alto calibre social, olham com desdem para a Tuna e logo de seguida, ao ver que afinal aquilo não é só o que eles acham que é, acto contínuo até se prontificam a trocar de lugar com os caloiros....!
É por estas e por outras que temos de saber Estar e saber Ser. Levem convosco p´rá vida, como canta e toca a Toada....
Há coisas que de facto, vai lá vai. Estava num destes dias de verão em amena cavaqueira à mesa com um grupo de amigos que nada têm a ver com estas coisas das Tunas e, en passant, calho de dizer que um destes dias vou dar uma volta ao estrangeiro com a "minha" Tuna. Falava-se de viajar, de locais, de isto e aquilo relacionado com o tema substantivo das férias.
Eís que, essa malta que regra geral olha para as Tunas com aquele olhar paternalista de avô que participou na 1ª Guerra Mundial e que diz que os disturbios no Bairro do Aleixo são peanuts , ou seja, olha com desdem e manifesto gozo altivo sobre uma coisa que segundo eles "é giro e assim, quando tinha 20 anos era engraçado e coisa e tal", vai daí, ao ouvirem os pormenores da dita cuja deslocação ao estrangeiro, respondem acto contínuo " é pá, não precisas de ninguém que toque ferrinhos e assim?" (curioso como os ferrinhos surgem sempre nestas conversas, talvez por ser instrumento supostamente fácil, não faço a mais pálida ideia...).
E é aqui que o mundo ganha outra côr, de facto. Ora, enquanto se fala que se está numa Tuna, os olhares são de esguelha obliquamente arrogantes ou sorrisos complacentes como quem diz "coitado, mais um que sofre de complexo de Peter Pan" ou então "tadito...!". Mas quando se concretiza o passe fatal e se vislumbra um golo de antologia com uma digressão à estranja com tudo pago e coisa e tal, bom, meus caros, outros valores se levantam e alto lá que isto já é coisa séria, com ferrinhos e tudo pelo meio se for preciso! Até houve um comensal que se disponibilizou - pasme-se - para carregar instrumentos e bagagem se fosse preciso (algo que prontamente recusei por respeito aos caloiros; ética acima de tudo que nas Tunas não há sub-empreitadas nem layoff....).
É curioso como num mundo materialista e perfeitamente auto-canibalizado, onde meio mundo anda a comer o outro, não só o conseguindo mas também se revezando, ainda existem uns irredutiveís gauleses tunantes que, em nome de um gosto, um puro gosto, se prontificam a fazer o que gostam de fazer de forma desinteressada. Já outros, no alto dos seus belos ordenados, responsabilidades e afins de alto calibre social, olham com desdem para a Tuna e logo de seguida, ao ver que afinal aquilo não é só o que eles acham que é, acto contínuo até se prontificam a trocar de lugar com os caloiros....!
É por estas e por outras que temos de saber Estar e saber Ser. Levem convosco p´rá vida, como canta e toca a Toada....
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