6 anos online é obviamente relevante. 2190 dias a dar informação tunante e a passar informação de facto sobre o que é a Tuna universitária. 2190 dias que comprovam a eficácia de uma vasta panóplia que um portal de tunas - e no caso, o único em toda a web - pode oferecer e no caso ofereceu e oferece, bastando essa característica para o distinguir desde logo de qualquer outro formato existente; a nova versão possibilita ter tudo o que apenas parcelarmente se pode encontrar em inúmeros outras plataformas online. 2190 dias que atestam e suportam a mais que óbvia, natural e incontestável liderança na informação e formação tunante em toda a www.
Comemora-se hoje, como sempre anualmente, mais um aniversário. Que se mantenha no rumo correcto e que vá oferecendo mais e melhor a todos os InternauTunos e publico em geral. Ainda há muito a fazer, seguramente.
Parabéns, PortugalTunas!
Sábado, Fevereiro 28, 2009
Sexta-feira, Fevereiro 27, 2009
A Aventura do "Amor con Amor"...
Atlantes ao vivo no passado mês de Maio em Santa Cruz de Tenerife.
Deixo-vos com este fantástico tema intitulado "Amor con Amor", onde se pode perceber e saborear "aquele" som tão familiar e característico, para lá dos arranjos subliminares e da não menos subliminar voz de Hector Gonzalez. Atlantes são já, hoje, uma certeza no panorama da musica latina.
Simplesmente fabuloso.....y con mucho calô y sabor latino, porsupuesto....
Deixo-vos com este fantástico tema intitulado "Amor con Amor", onde se pode perceber e saborear "aquele" som tão familiar e característico, para lá dos arranjos subliminares e da não menos subliminar voz de Hector Gonzalez. Atlantes são já, hoje, uma certeza no panorama da musica latina.
Simplesmente fabuloso.....y con mucho calô y sabor latino, porsupuesto....
Etiquetas:
Atlantes; Amor con Amor
Quinta-feira, Fevereiro 26, 2009
A Aventura da Bipolaridade
Vagueando uma vez mais por terras espanholas e esgravatando mais concretamente na página web da Universidad de Alcalá de Henares encontrei algo bastante curioso e pertinente face aos tempos modernos, quiçá um exemplo raro de bipolaridade entre dois pontos que, aparentemente, parecem equidistantes mas que como se comprova aqui, podem ser antes complementares e de mútuo interesse. Passo a explicar.
A própria Universidade de Alcalá de Henares proporciona 9 créditos de livre eleição pela participação anual activa dos seus estudantes na....Tuna. Ou seja, para se obterem os referidos créditos de Libre Elección devem os alunos integrantes da Tuna assistir a pelo menos 80% das actividades descritas - Cursos de Aprendizaje de instrumento y voz; Ensayos colectivos de preparación de repertorio ; Ponencias y cursos monográficos sobre instrumentos musicales, estilos musicales o sobre aspectos específicos de la Tuna; Intensivo de fin de semana; Muestras y audiciones; Actuación de fin de curso - levando-se para tal um exaustivo controle de frequência dos seus componentes. Em suma, atribuí-se créditos a quem...pertencer à Tuna de facto e de forma constante, ponto período.
Ou seja, a Universidade de Alcalá de Henares patrocina a sua Tuna de forma objectiva e actual, face ao contexto universitário dos dias de hoje e por sua vez, a Tuna serve os interesses representativos e culturais da mesma Universidade possibilitando aos seus alunos a hipótese de obtenção de créditos, logo, tornando a Tuna mais aliciante. Assim, combate-se por um lado a falta de novos elementos na Tuna, cativando-os de forma clara e objectiva e por outro, insere-se a Tuna definitivamente na órbita da própria vivência universitária, reconhecendo-a como parceira cultural de importância inequívoca para a formação extra-curricular dos seus estudantes.
Parece-me uma forma absolutamente vanguardista e inovadora - para lá de inteligente - de alinhar interesses que ao fim e ao cabo são mútuos, entre a Tuna e a Universidade, usando a Tuna de boa fé para potenciar a imagem exterior da Universidade e esta ultima é usada de boa fé para fomentar o crescimento da Tuna em si mesma, numa solução que serve todos os interesses em causa.
Numa época em que por cá - tal como por lá - o estudante universitário cada vez menos tem disponibilidade para actividades extra-curriculares, para lá de Bolonha com tudo o que a mesma acarreta, esta solução integrada é uma hipótese altamente viável para potenciar o ingresso de novos Tunos pois não se resume a atribuir créditos mas em contraponto requer permanência constante na Tuna por força de actividades e regras claramente definidas à partida que afastam falsas motivações para aceder à Tuna.
À Superior Inteligência das Tunas nacionais mas principalmente à Atenção particular dos Altos Dirigentes das Universidades portuguesas.....e uma vez mais, os espanhoís estão "muito à frente"...
A própria Universidade de Alcalá de Henares proporciona 9 créditos de livre eleição pela participação anual activa dos seus estudantes na....Tuna. Ou seja, para se obterem os referidos créditos de Libre Elección devem os alunos integrantes da Tuna assistir a pelo menos 80% das actividades descritas - Cursos de Aprendizaje de instrumento y voz; Ensayos colectivos de preparación de repertorio ; Ponencias y cursos monográficos sobre instrumentos musicales, estilos musicales o sobre aspectos específicos de la Tuna; Intensivo de fin de semana; Muestras y audiciones; Actuación de fin de curso - levando-se para tal um exaustivo controle de frequência dos seus componentes. Em suma, atribuí-se créditos a quem...pertencer à Tuna de facto e de forma constante, ponto período.
Ou seja, a Universidade de Alcalá de Henares patrocina a sua Tuna de forma objectiva e actual, face ao contexto universitário dos dias de hoje e por sua vez, a Tuna serve os interesses representativos e culturais da mesma Universidade possibilitando aos seus alunos a hipótese de obtenção de créditos, logo, tornando a Tuna mais aliciante. Assim, combate-se por um lado a falta de novos elementos na Tuna, cativando-os de forma clara e objectiva e por outro, insere-se a Tuna definitivamente na órbita da própria vivência universitária, reconhecendo-a como parceira cultural de importância inequívoca para a formação extra-curricular dos seus estudantes.
Parece-me uma forma absolutamente vanguardista e inovadora - para lá de inteligente - de alinhar interesses que ao fim e ao cabo são mútuos, entre a Tuna e a Universidade, usando a Tuna de boa fé para potenciar a imagem exterior da Universidade e esta ultima é usada de boa fé para fomentar o crescimento da Tuna em si mesma, numa solução que serve todos os interesses em causa.
Numa época em que por cá - tal como por lá - o estudante universitário cada vez menos tem disponibilidade para actividades extra-curriculares, para lá de Bolonha com tudo o que a mesma acarreta, esta solução integrada é uma hipótese altamente viável para potenciar o ingresso de novos Tunos pois não se resume a atribuir créditos mas em contraponto requer permanência constante na Tuna por força de actividades e regras claramente definidas à partida que afastam falsas motivações para aceder à Tuna.
À Superior Inteligência das Tunas nacionais mas principalmente à Atenção particular dos Altos Dirigentes das Universidades portuguesas.....e uma vez mais, os espanhoís estão "muito à frente"...
Etiquetas:
bipolaridade; créditos universitários
Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009
A Aventura do Gente Joven
Segue abaixo uma peça histórica com cerca de 9 minutos e meio e datada de 1985 onde se poderá ver a Tuna de Alcalá de Henares - Madrid (antes denominada de Tuna de Ingenieros Técnicos de Telecomunicación de Alcalá de Henares) no programa "Gente Joven", interpretando dois temas, precisamente o pasacalles "Alcalá de Henares" e "Alma Llanera".
Reparemos em alguns detalhes: a "leveza" da forma de estar em palco, quase desorganizadamente organizada, a forma de interpretação, a colocação do Estandarte e outros pequenos "pormaiores"....
Foi graças a este programa dos anos 80 da TVE - Televisão Espanhola pública - que algumas Tunas se tornaram mais conhecidas e grangearam reputação, caso da de Alcalá de Henares precisamente, que foi fundada em 1967, conforme afirma o apresentador deste programa.
Mais abaixo temos a mesma Tuna - então com a denominação Tuna de Ingenieros Técnicos de Telecomunicación de Alcalá de Henares - um ano antes no mesmo programa televisivo. Notem, para lá da parte cómica, dois detalhes preciosos: Um dos Tunos entrevistados refere o adjectivo "académica" (ao minuto 1.08) e o mais interessante surge a seguir quando outro Tuno entrevistado refere ao apresentar o tema "Alcalá de Henares" que o mesmo foi feito quando não havia Tuna nesta cidade, apenas Rondallas. E confere com os dados históricos existentes pois a Universidade de Alcalá passou para Madrid em meados do Século XIX, deixando esta localidade sem estudos superiores e só na Espanha democrática é que a mesma regressa a esta cidade, em 1977. Sintomaticamente, o nome Romano de Alcalá de Henares é Complutum, que veio a originar o termo Complutense, nome da secular Universidade da capital espanhola....
Outro dado curioso: em cima, em 1985, esta Tuna apresenta-se a tocar muito mais à vontade, digamos assim, estando fora de competição então. Já em baixo, em 1984 - um ano antes - estava a competir no programa. Agora comparem a postura de um e outro ano, pois o tema até é o mesmíssimo.....
Reparemos em alguns detalhes: a "leveza" da forma de estar em palco, quase desorganizadamente organizada, a forma de interpretação, a colocação do Estandarte e outros pequenos "pormaiores"....
Foi graças a este programa dos anos 80 da TVE - Televisão Espanhola pública - que algumas Tunas se tornaram mais conhecidas e grangearam reputação, caso da de Alcalá de Henares precisamente, que foi fundada em 1967, conforme afirma o apresentador deste programa.
Mais abaixo temos a mesma Tuna - então com a denominação Tuna de Ingenieros Técnicos de Telecomunicación de Alcalá de Henares - um ano antes no mesmo programa televisivo. Notem, para lá da parte cómica, dois detalhes preciosos: Um dos Tunos entrevistados refere o adjectivo "académica" (ao minuto 1.08) e o mais interessante surge a seguir quando outro Tuno entrevistado refere ao apresentar o tema "Alcalá de Henares" que o mesmo foi feito quando não havia Tuna nesta cidade, apenas Rondallas. E confere com os dados históricos existentes pois a Universidade de Alcalá passou para Madrid em meados do Século XIX, deixando esta localidade sem estudos superiores e só na Espanha democrática é que a mesma regressa a esta cidade, em 1977. Sintomaticamente, o nome Romano de Alcalá de Henares é Complutum, que veio a originar o termo Complutense, nome da secular Universidade da capital espanhola....
Outro dado curioso: em cima, em 1985, esta Tuna apresenta-se a tocar muito mais à vontade, digamos assim, estando fora de competição então. Já em baixo, em 1984 - um ano antes - estava a competir no programa. Agora comparem a postura de um e outro ano, pois o tema até é o mesmíssimo.....
Etiquetas:
Tuna Alcalá Henares; Gente Joven
A Aventura da Rondalla Femenina....
Fica aqui um pequeno texto que nos indica a história da 1ª Rondalla Femenina formada no Perú, informação facilitada pela Lic. Gloria Zúñiga Figueroa (Ex-integrante de la Rondalla Vicenta María):
"La Rondalla Femenina Universitaria Vicenta María fue fundada en el año 1969, gracias a la colaboración de la Congregación Hijas de María Inmaculada (hermanas españolas), quienes albergaban alumnas de diversas universidades de la Ciudad Capital en la pensión para señoritas Vicenta María. Eran entre 18 y 20 las estudiantes que participaban de la Rondalla y procedían de universidades tales como:
- Universidad Nacional Mayor de San Marcos.
- Universidad Nacional Federico Villareal.
- Universidad Peruana Cayetano Heredia.
- Universidad Inca Garcilazo de la Vega.
La Rondalla se creó con el objetivo de promocionar la actividad artística, tanto la música española como peruana en los sectores más pobres de la ciudad, cumpliendo un rol de labor social y proyección a la comunidad, llevando alegría y cultura mediante sus instrumentos que consistían en: guitarras, mandolinas, pandereta, acordeón, melódica y castañuela.
En aquel entonces las alumnas de la Rondalla Vicenta María y la Hna. Paz quien dirigía el aspecto musical ya tenían conocimiento de las llamadas Tunas Universitarias, de quienes adquirieron algunas canciones como Tuna Compostelana y Clavelitos, además de desarrollar un repertorio con música peruana." (fim de citação)
En nuestros días la Rondalla Femenina Vicenta María ha dejado de existir ya, no obstante fue la primera rondalla femenina universitaria que existió en nuestro país, (...) cuyo principal valor radica en ejemplo altruista y preocupación por la cultura de nuestros pobladores.
"La Rondalla Femenina Universitaria Vicenta María fue fundada en el año 1969, gracias a la colaboración de la Congregación Hijas de María Inmaculada (hermanas españolas), quienes albergaban alumnas de diversas universidades de la Ciudad Capital en la pensión para señoritas Vicenta María. Eran entre 18 y 20 las estudiantes que participaban de la Rondalla y procedían de universidades tales como:
- Universidad Nacional Mayor de San Marcos.
- Universidad Nacional Federico Villareal.
- Universidad Peruana Cayetano Heredia.
- Universidad Inca Garcilazo de la Vega.
La Rondalla se creó con el objetivo de promocionar la actividad artística, tanto la música española como peruana en los sectores más pobres de la ciudad, cumpliendo un rol de labor social y proyección a la comunidad, llevando alegría y cultura mediante sus instrumentos que consistían en: guitarras, mandolinas, pandereta, acordeón, melódica y castañuela.
En aquel entonces las alumnas de la Rondalla Vicenta María y la Hna. Paz quien dirigía el aspecto musical ya tenían conocimiento de las llamadas Tunas Universitarias, de quienes adquirieron algunas canciones como Tuna Compostelana y Clavelitos, además de desarrollar un repertorio con música peruana." (fim de citação)
En nuestros días la Rondalla Femenina Vicenta María ha dejado de existir ya, no obstante fue la primera rondalla femenina universitaria que existió en nuestro país, (...) cuyo principal valor radica en ejemplo altruista y preocupación por la cultura de nuestros pobladores.
Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009
A Aventura da Antologia....
Segue aqui ao lado nos favoritos do "Aventuras".
A Antologia do Fado de Coimbra vista pela perspectiva da Academia do Porto surge agora em formato de blogue, e que nos diz a dado momento "A Academia do Porto tem tido um papel importante na continuidade e tem mesmo revelado um papel preponderante e de liderança, preservação e divulgação dum conjunto de tradições, muitas vezes mal entendidas, logo mal vistas. É desta posição de liderança e preocupação com um património único e parte duma identidade lusa vincada, que surge este projecto. Muito embora seja titulada com “Antologia do Fado de Coimbra”, não deixa de fazer sentido ser realizada no Porto, não saindo diminuído pela designação, mas engrandecido pelo seu desígnio de independência nacional tão propalado desde os primórdios da sua existência. " (fim de citação).
Aos seus promotores um Bem Haja e que continuem o seu labor em prol da defesa das Tradições e no caso, do Fado de Coimbra, divulgando-o e estudando-o no seio da "minha" Academia. A acompanhar com particular atenção.
A Antologia do Fado de Coimbra vista pela perspectiva da Academia do Porto surge agora em formato de blogue, e que nos diz a dado momento "A Academia do Porto tem tido um papel importante na continuidade e tem mesmo revelado um papel preponderante e de liderança, preservação e divulgação dum conjunto de tradições, muitas vezes mal entendidas, logo mal vistas. É desta posição de liderança e preocupação com um património único e parte duma identidade lusa vincada, que surge este projecto. Muito embora seja titulada com “Antologia do Fado de Coimbra”, não deixa de fazer sentido ser realizada no Porto, não saindo diminuído pela designação, mas engrandecido pelo seu desígnio de independência nacional tão propalado desde os primórdios da sua existência. " (fim de citação).
Aos seus promotores um Bem Haja e que continuem o seu labor em prol da defesa das Tradições e no caso, do Fado de Coimbra, divulgando-o e estudando-o no seio da "minha" Academia. A acompanhar com particular atenção.
Terça-feira, Fevereiro 17, 2009
A Aventura dos Quarentões....

Uma das mais "esquecidas" formas de expressão do Negro Magistério reporta-se, por cá, aquilo que se convencionou chamar de Quarentunas - em Espanha Cuarentunas - ou Tunas de Veteranos, que mais não são que o recriar da Tuna com as devidas distâncias, de alguns daqueles que e citando alguém têm vinte anos e outros tantos em cima de experiência.
É um fenómeno mesmo em Espanha relativamente recente, com especial folgor nos anos 80 e depois com continuação mais ou menos efectiva no tempo e espaço, havendo constância até nos anos 90 de certames anuais de Quarentunas um pouco por toda a geografia espanhola e com algum carácter permanente. Alguns defendem que as mesmas devem albergar e desde logo todos aqueles que já terminaram os seus estudos universitários, sendo certo que a fórmula ou melhor, a fronteira, não se reporta ao final de um curso meramente mas antes e sim á vida que cada um vai levando e que, porventura, possibilite ou não o militar de forma mais ou menos constante nas suas Tunas universitárias. Caso não o seja possivel, seguramente poderá fazê-lo numa Quarentuna, esta já com uma configuração e propósitos muitos mais leves - digamos assim - e que permitem agilizar a vivência tunante com fraldas, patrões aborrecidos ou esposas mais diligentes....
Certo é que em Portugal o fenómeno da Quarentuna só agora começa a dar os seus primeiros passos, salvo honrosas e localizadas excepções já com alguns anos deste figurino tunante, sendo que até por força do actual cenário e mais no caso, por força do cenário de há dez, quinze ou vinte anos atrás, alguns recuperam agora os seus trajes e instrumentos e acto contínuo, mais ou menos ensaios, mais ou menos alfaiate - para alinhavar aquele colete que se usava há vinte barris de cerveja atrás - a coisa começa a compor-se sempre que a "patroa" resolve ir aos Sábados à noite à reunião dos tupperwares lá da vizinhança.
Começa a parecer que os "verdadeiros", os que nunca esquecem, depois de larga pausa e interregno forçado, vendo já os filhotes a caminhar a passos largos para a playstation e as "marias" mais "resignadas" ao conforto que o "doce" sacramento do matrimónio oferece - começam a mexer-se, a procurar na agenda os números e emails de alguns do seu tempo e, acto contínuo, a marcar jantaradas com vista ao objectivo final: poder fugir à loiça por lavar e com isso, tocar umas modinhas por acréscimo, "discutir" o que se discutia há vinte anos atrás e fazer um rewind sempre saudável de um tempo que seguramente foi o deles, o melhor (não desfazendo, caras "marias", não desfazendo...).
Também neste apartado, mais quintal menos arroba, estamos "atrasados" face aos nuestros hermanos, ou melhor dito, estamos na continuidade da evolução. Surgem agora projectos vários de intenções - e desejando que passem ao plano seguinte, o de facto - de várias tunas de Veteranos e/ou Quarentunas ainda que com alguns trintões à mistura, bem sabemos. São os filhos do "Tuna-boom" de idos de 80 e 90 do Século passado que começam agora a descobrir que há mais vida para além das Dodot e do Fairy, o que me parece lindamente. Se o fenómeno tunante nacional e a sua defesa passar também pelos veteranos, seja em que modalidade seja, pois muito bem que sim, estou mais do que de acordo, sou a favor. Mais, a ver pelo que se vai vendo, antes os mesmos Tunos de sempre do que alguns novos que são...o que são.
A visão do Quarentuno sobre o fenómeno tunante hoje seguramente poder-se-á apelidar como sendo uma visão "multiópticas-mas-ao-contrário", ou seja, com mais 40% de despreendimento, alegria e serenidade, o que poderá ser até e a prazo médio uma forma bastante forte e coerente de defesa da própria noção genética de Tuna em abstracto. O Veterano olha hoje para as Tunas em Portugal - principalmente aquele que andou completamente afastado destas lides e por tal, não acompanhou a (des)evolução do fenómeno in loco - de uma forma absolutamente saudável mas ao mesmo tempo, critica e atenta, pois constata muito mais facilmente o que de mau e bom tem hoje o fenómeno, com ponderação, visão periférica e mais desapaixonada "clubisticamente" falando até.
Muitos vão dizendo que há que dar lugar aos mais novos para assim a juventude tunante despontar com mais facilidade. Eu não vou - nunca fui - por aí, por ser um pensamento redutor e sim antes, esse mesmo pensamento castrador do despontar dos mais novos. Pior, parte essa "teoria" de um pré conceito profundamente erróneo: de que há muita gente nova nas Tunas. E esse pré conceito assenta noutra falácia ainda mais grave: a de que qualquer um pode ser facilmente Tuno.
É um fenómeno mesmo em Espanha relativamente recente, com especial folgor nos anos 80 e depois com continuação mais ou menos efectiva no tempo e espaço, havendo constância até nos anos 90 de certames anuais de Quarentunas um pouco por toda a geografia espanhola e com algum carácter permanente. Alguns defendem que as mesmas devem albergar e desde logo todos aqueles que já terminaram os seus estudos universitários, sendo certo que a fórmula ou melhor, a fronteira, não se reporta ao final de um curso meramente mas antes e sim á vida que cada um vai levando e que, porventura, possibilite ou não o militar de forma mais ou menos constante nas suas Tunas universitárias. Caso não o seja possivel, seguramente poderá fazê-lo numa Quarentuna, esta já com uma configuração e propósitos muitos mais leves - digamos assim - e que permitem agilizar a vivência tunante com fraldas, patrões aborrecidos ou esposas mais diligentes....
Certo é que em Portugal o fenómeno da Quarentuna só agora começa a dar os seus primeiros passos, salvo honrosas e localizadas excepções já com alguns anos deste figurino tunante, sendo que até por força do actual cenário e mais no caso, por força do cenário de há dez, quinze ou vinte anos atrás, alguns recuperam agora os seus trajes e instrumentos e acto contínuo, mais ou menos ensaios, mais ou menos alfaiate - para alinhavar aquele colete que se usava há vinte barris de cerveja atrás - a coisa começa a compor-se sempre que a "patroa" resolve ir aos Sábados à noite à reunião dos tupperwares lá da vizinhança.
Começa a parecer que os "verdadeiros", os que nunca esquecem, depois de larga pausa e interregno forçado, vendo já os filhotes a caminhar a passos largos para a playstation e as "marias" mais "resignadas" ao conforto que o "doce" sacramento do matrimónio oferece - começam a mexer-se, a procurar na agenda os números e emails de alguns do seu tempo e, acto contínuo, a marcar jantaradas com vista ao objectivo final: poder fugir à loiça por lavar e com isso, tocar umas modinhas por acréscimo, "discutir" o que se discutia há vinte anos atrás e fazer um rewind sempre saudável de um tempo que seguramente foi o deles, o melhor (não desfazendo, caras "marias", não desfazendo...).
Também neste apartado, mais quintal menos arroba, estamos "atrasados" face aos nuestros hermanos, ou melhor dito, estamos na continuidade da evolução. Surgem agora projectos vários de intenções - e desejando que passem ao plano seguinte, o de facto - de várias tunas de Veteranos e/ou Quarentunas ainda que com alguns trintões à mistura, bem sabemos. São os filhos do "Tuna-boom" de idos de 80 e 90 do Século passado que começam agora a descobrir que há mais vida para além das Dodot e do Fairy, o que me parece lindamente. Se o fenómeno tunante nacional e a sua defesa passar também pelos veteranos, seja em que modalidade seja, pois muito bem que sim, estou mais do que de acordo, sou a favor. Mais, a ver pelo que se vai vendo, antes os mesmos Tunos de sempre do que alguns novos que são...o que são.
A visão do Quarentuno sobre o fenómeno tunante hoje seguramente poder-se-á apelidar como sendo uma visão "multiópticas-mas-ao-contrário", ou seja, com mais 40% de despreendimento, alegria e serenidade, o que poderá ser até e a prazo médio uma forma bastante forte e coerente de defesa da própria noção genética de Tuna em abstracto. O Veterano olha hoje para as Tunas em Portugal - principalmente aquele que andou completamente afastado destas lides e por tal, não acompanhou a (des)evolução do fenómeno in loco - de uma forma absolutamente saudável mas ao mesmo tempo, critica e atenta, pois constata muito mais facilmente o que de mau e bom tem hoje o fenómeno, com ponderação, visão periférica e mais desapaixonada "clubisticamente" falando até.
Muitos vão dizendo que há que dar lugar aos mais novos para assim a juventude tunante despontar com mais facilidade. Eu não vou - nunca fui - por aí, por ser um pensamento redutor e sim antes, esse mesmo pensamento castrador do despontar dos mais novos. Pior, parte essa "teoria" de um pré conceito profundamente erróneo: de que há muita gente nova nas Tunas. E esse pré conceito assenta noutra falácia ainda mais grave: a de que qualquer um pode ser facilmente Tuno.
Mais que o B.I. vale o mérito, o valor, a vontade e a firmeza de valores tunantes. Se os mais novos não despontam hoje será por culpa primeira dos mesmos - isto genericamente e sem particularizar como é óbvio - pois provavelmente alguns dos mais novos andam desviados dos santos caminhos das pedrinhas tunantes. Claro que havendo desvios há mais dificuldade em auto-imporem-se num meio tradicionalista, dando espaço de manobra aqueles que sempre foram Tunos e que sempre acarinharam a Tradição tunante. Os mais novos devem sim despontar e ocupar os seus lugares de direito por méritocracia e não por força da sua idade. Seguramente que se o fizerem - como o fizeram variadíssimas gerações anteriormente - só esse facto natural, a dita e almejada renovação geracional fará todo o sentido; de nada adianta dar lugar aos mais novos - ou aos mais velhos, é igual - se por aí vier disparate, desinteresse, desrespeito e atentado ao Negro Magistério. Renovar é uma coisa; trocar é outra.
A resposta mais subtil - por tradicional - para lá de óbvia são as ditas Quarentunas ou Tunas de Veteranos. As Tunas estão envelhecidas por força de uma cada menor adesão dos que hoje militam no ensino superior, é bem verdade, e não por força dos lugares que os mais velhos vão ocupando - que os ocupam não porque não queiram deixar de os ocupar pois se assim fosse não haveriam então Quarentunas por exemplo - mas sim e antes porque os mais novos, hoje, não querem assumir as suas naturais responsabilidades; prá festa somos todos Tunos mas para varrer o chão no fim da borga já só alguns o são. Casos há em que prefere-se até que os mais velhos continuem pois assim a parte mais "chata" do ser Tuno fica por conta de quem sempre dela tomou, sendo muito mais simples aparecer apenas para ensaiar de quando em vez e actuar quando bem lhes apetece. Não me parece de todo - e falo por experiência própria - que a malta nova não consiga ocupar esses lugares porque há quem o impeça; o que me parece é que a malta nova não assume os seus lugares de direito porque pura e simplesmente é muito mais fácil que alguém faça por eles esse papel. Obviamente que há excepções. Obviamente.
As Quarentunas - essencialmente por isso mas também por Tradição - são essenciais e o futuro próximo demostrará isso mesmo. Serão porventura os que irão recriar a Tuna como ela é que irão, até, recolocar o comboio nos eixos. Começam por cá a nascer algumas. Isso é bom. Muito bom. Se a tradição Tunante depender na sua continuidade dos Quarentões, pois que seja: antes mais velhos mas Tunos de facto do que outra coisa qualquer parecida. Óptimo, óptimo seria se a esmagadora maioría dos mais novos que por estas lides andam se assumissem de facto. Mas o óptimo é inimigo do bom....
A resposta mais subtil - por tradicional - para lá de óbvia são as ditas Quarentunas ou Tunas de Veteranos. As Tunas estão envelhecidas por força de uma cada menor adesão dos que hoje militam no ensino superior, é bem verdade, e não por força dos lugares que os mais velhos vão ocupando - que os ocupam não porque não queiram deixar de os ocupar pois se assim fosse não haveriam então Quarentunas por exemplo - mas sim e antes porque os mais novos, hoje, não querem assumir as suas naturais responsabilidades; prá festa somos todos Tunos mas para varrer o chão no fim da borga já só alguns o são. Casos há em que prefere-se até que os mais velhos continuem pois assim a parte mais "chata" do ser Tuno fica por conta de quem sempre dela tomou, sendo muito mais simples aparecer apenas para ensaiar de quando em vez e actuar quando bem lhes apetece. Não me parece de todo - e falo por experiência própria - que a malta nova não consiga ocupar esses lugares porque há quem o impeça; o que me parece é que a malta nova não assume os seus lugares de direito porque pura e simplesmente é muito mais fácil que alguém faça por eles esse papel. Obviamente que há excepções. Obviamente.
As Quarentunas - essencialmente por isso mas também por Tradição - são essenciais e o futuro próximo demostrará isso mesmo. Serão porventura os que irão recriar a Tuna como ela é que irão, até, recolocar o comboio nos eixos. Começam por cá a nascer algumas. Isso é bom. Muito bom. Se a tradição Tunante depender na sua continuidade dos Quarentões, pois que seja: antes mais velhos mas Tunos de facto do que outra coisa qualquer parecida. Óptimo, óptimo seria se a esmagadora maioría dos mais novos que por estas lides andam se assumissem de facto. Mas o óptimo é inimigo do bom....
Etiquetas:
Quarentunas; Tunas Veteranos
Quinta-feira, Fevereiro 12, 2009
A Aventura da Eternidade II
Mais um mortal que caminha para a Eternidade. Já se sabia da sua débil doença fazia algum tempo mas nestas coisas a esperança vai prevalecendo, dia após dia, mês após mês, até que se chega a uma manhã e...
Foi hoje. Manolo Mena, ex solista de Los Sabandeños e componente do grupo Atlantes - embora praticamente não tenha actuado com os mesmos - deixou-nos fisicamente. Uma perda irreparável sob todos os aspectos. Um tenor de 1ª água. Recordo agora as palavras de Elfidio Alonso no Coliseo de La Coruña, em 1996, quando resolve dizer à laia de introíto do tema "Aquella Tarde" qualquer coisa como "convidamos para cantar connosco o Sr. Carreras mas ele não pôde estar presente. Assim, quem irá interpretar este tema será o nosso Mena...". E o nosso Mena, para mim, em nada atrás fica do Sr. Carreras.
Vi Mena a actuar pela última vez em Cedeira, em 2005. Sempre o mesmo Mena, aquele que antes dos espectáculos cantava para aquecer as suas cordas qualquer coisa como “El orgullo de un canario, es que Dios le de una nena, que se llame Candelaria, y que le nazca morena”. A simplicidade e a simpatia que lhe trouxe um fiel grupo de seguidores, aqueles seguidores dos seus limpos e cristalinos - para lá de precisos - Boleros, cantados com uma enorme mestria e sentimento de facto, para lá das malagueñas, folias e isas - que também e tão bem as cantou.
Diz quem o acompanhou nos ultimos tempos que, já hospitalizado, ainda entretinha todos com o seu inseparável timple. A generosidade que sempre o engrandeceu até morrer. Hoje de manhã. Fica a voz, única em inúmeros registos fonográficos e audiovisuais. Fica a saudade. Hoje a musica latina em geral ficou pobre. Muito pobre.
Etiquetas:
Manolo Mena; Los Sabandenos
Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009
A Aventura do "feedback"
Já andava para escrevinhar sobre este tema faz algum tempo e agora, inspirado mais até pela boleia do "Notas & Melodias" do meu amigo Jean Pierre, resolvi abordar a mesma. Espero não ser mal interpretado mas antes correctamente interpretado na essência do que entendo e que irei discorrer de seguida.
Começo por um exemplo: Há uns anos valentes atrás tinha um amigo que militava numa juventude partidária e tinha, à época, um cargo de relevo na mesma a nivel distrital, gerindo pela sua função todos os concelhos da sua estrutura. Dizia-me ele então a dada altura em amena cavaqueira "é pá, eu fico é assustado quando me entregam no mesmo dia quase 100 adesões à jota" e eu ingenuamente perguntei " então porquê, pá? Isso é bom sinal! " ao que ele sapientemente me contestou " seria, seria, se fossem todas reais....".
Este exemplo ilustra claramente aquilo que pode ser o "feedback" fácil e por tal, falacioso, de algo. Numa época que é regida e dominada pelos números, os mesmos podem-se revelar altamente enganadores para aquilo que é - deve ser - o objectivo final de algo. Não interessava então ao "jota" que aderissem em massa muitos "correligionários" mas antes sim era mais importante saber de facto se os ditos correlegionários o eram, se aderiam a uma causa efectivamente por força da mesma - e não por simpatia ou mimetismo - saber até se eram mesmo cem adesões de facto - e não cinquenta a sério e outras cinquenta fictícias.
A causa das coisas não se deve transformar numa coisa sem causas, ou seja, o que move as pessoas sobre determinado interesse deve ser sempre a causa em sí mesma, tal como acontece com a informação e formação tunantes. O importante da causa Tunante é e será sempre o seu conteúdo enquanto tal e nunca outras motivações, pois para isso já bastam os certames competitivos que medem todas as coisas e esquecem-se de todas as causas Tunantes. Esta dictomia entre o "quanto são" versus "o que é" , revela-se para mim essencial para a prossecução do interesse maior, da causa Tunante. E esta última pretende passar o testemunho, ensinar e aprender, deixar um legado, transmitir, tradicionalizar. Espalhar a causa Tunante dentro da mesma é importante, tão mais importante do que propriamente difundir a mesma em larga escala. Aqui, entendo ser muito mais valioso e importante operar cirurgicamente do que difundir a mesma por método de arrastão, num mundo tunante que todos sabemos ter muitas tunas e poucos tunos, por exemplo e só este bastará para ilustrar o que digo; se somos criticos por dentro do fenómeno tunante então devemos ser consequentes e de forma objectiva, tratar da causa, da nossa causa.
Apostar na qualidade é fundamental. Na qualidade das causas, da qualidade dos difusores e promotores das mesmas para assim termos destinatários de qualidade também que mais tarde serão eles também difusores, transmitindo aos vindouros a verdade. Apostar na qualidade do saber Tunante, do exercer Tunante, do Ser e Estar tunante. E apostar na qualidade é apostar na segmentação dessa mesma qualidade - é imperioso apostar na causa tunante por dentro primeiro e só depois exportar essa qualidade para fora; Os Tunos devem saber o que os distingue, define e caracteriza de facto. Não almejo pessoalmente "catequizar" o máximo de "correlegionários" possiveis mas antes e sim que aqueles que querem perceber e apreender o essencial possam encontrar interlocutores que os ajudem e ao mesmo tempo possam ajudar, numa dialéctica de aprendizagem bipolar, onde todos os que amam a causa Tunante possam aprender uns com os outros. Sempre fui algo avesso relativamente a maiorias absolutas, muita gente trajada, registos de milhares online, à União Nacional, às vinte milhões de bandeiras nacionais nas janelas e outras manifestações semelhantes de massificação ao cubo porque elas mesmas demostram de forma cabal o que disse atrás: prioridade à quantidade em detrimento da qualidade, da causa, do essencial.
Desde Agosto de 2006 que aqui - e na sequência do "Novos Goliardos" que nasceu em 2004, "pai" deste espaço - essencialmente se produz um mar de reflexões, passagens de testemunho, tirando "nabos da púcara", dizendo umas quantas verdades, de vez em quando descambando em delirios de autor mas essencialmente promovendo aquilo que eu entendo como sendo essencial: a causa. Não sei - nem me interessa saber - quantos por aqui passam ou deixam de passar, é como no ENT: vão poucos mas bons e essencialmente interessados. Mais importante que isso, para mim, é que pelo menos um que por aqui passe de mês a mês - não desfazendo aos "clientes da casa" que aqui também é a deles e onde podem beber à borla e tocar umas modinhas.... - saía daqui com outras perspectivas sobre a causa do Negro Magistério, questionando-se sobretudo: "Será que é assim como este gajo disse? " Acto contínuo, vai esgravatar a verdade.
E que deixem aqui também outras perspectivas sobre a mesma. Não pretende catequizar, pretende antes questionar algumas "verdades" que por aí andam "à solta" em jeito de maioria mais que absolutamente dogmática e que ao fim e ao cabo, devem as mesmas ser amplamente desmontadas e depois, por fim, endereçadas pelo caminho correcto e para os tempos e Tunos vindouros. O melhor "feedback" que se pode ter é legar algo, a todos, a mim próprio também (perdoem-me o egoísmo mas adoro aprender sobre a causa Tunante). Aqui, este é o único propósito que realmente interessa.
Caso oposto, fecho a tasca ou então troco o nome para "As Minhas Aventuras na Sexolândia" e aí, meus amigos, teremos seguramente uns 10.000 cliques por minuto bastando dar coerência ao titulo do "berloque" com umas sempre apelativas fotos....E nesta tasca continuar-se-ão estoicamente a servir bifanas e tintol "lá de xima" nem que a MacDonald´s compre este quarteirão todo e ofereça BigMac´s à malta por um "aeurió"; pelo menos aqui a malta toca umas "malhas" sentada em bancos de pau e não ouve pelas colunas a "última" da Beyoncé...
Começo por um exemplo: Há uns anos valentes atrás tinha um amigo que militava numa juventude partidária e tinha, à época, um cargo de relevo na mesma a nivel distrital, gerindo pela sua função todos os concelhos da sua estrutura. Dizia-me ele então a dada altura em amena cavaqueira "é pá, eu fico é assustado quando me entregam no mesmo dia quase 100 adesões à jota" e eu ingenuamente perguntei " então porquê, pá? Isso é bom sinal! " ao que ele sapientemente me contestou " seria, seria, se fossem todas reais....".
Este exemplo ilustra claramente aquilo que pode ser o "feedback" fácil e por tal, falacioso, de algo. Numa época que é regida e dominada pelos números, os mesmos podem-se revelar altamente enganadores para aquilo que é - deve ser - o objectivo final de algo. Não interessava então ao "jota" que aderissem em massa muitos "correligionários" mas antes sim era mais importante saber de facto se os ditos correlegionários o eram, se aderiam a uma causa efectivamente por força da mesma - e não por simpatia ou mimetismo - saber até se eram mesmo cem adesões de facto - e não cinquenta a sério e outras cinquenta fictícias.
A causa das coisas não se deve transformar numa coisa sem causas, ou seja, o que move as pessoas sobre determinado interesse deve ser sempre a causa em sí mesma, tal como acontece com a informação e formação tunantes. O importante da causa Tunante é e será sempre o seu conteúdo enquanto tal e nunca outras motivações, pois para isso já bastam os certames competitivos que medem todas as coisas e esquecem-se de todas as causas Tunantes. Esta dictomia entre o "quanto são" versus "o que é" , revela-se para mim essencial para a prossecução do interesse maior, da causa Tunante. E esta última pretende passar o testemunho, ensinar e aprender, deixar um legado, transmitir, tradicionalizar. Espalhar a causa Tunante dentro da mesma é importante, tão mais importante do que propriamente difundir a mesma em larga escala. Aqui, entendo ser muito mais valioso e importante operar cirurgicamente do que difundir a mesma por método de arrastão, num mundo tunante que todos sabemos ter muitas tunas e poucos tunos, por exemplo e só este bastará para ilustrar o que digo; se somos criticos por dentro do fenómeno tunante então devemos ser consequentes e de forma objectiva, tratar da causa, da nossa causa.
Apostar na qualidade é fundamental. Na qualidade das causas, da qualidade dos difusores e promotores das mesmas para assim termos destinatários de qualidade também que mais tarde serão eles também difusores, transmitindo aos vindouros a verdade. Apostar na qualidade do saber Tunante, do exercer Tunante, do Ser e Estar tunante. E apostar na qualidade é apostar na segmentação dessa mesma qualidade - é imperioso apostar na causa tunante por dentro primeiro e só depois exportar essa qualidade para fora; Os Tunos devem saber o que os distingue, define e caracteriza de facto. Não almejo pessoalmente "catequizar" o máximo de "correlegionários" possiveis mas antes e sim que aqueles que querem perceber e apreender o essencial possam encontrar interlocutores que os ajudem e ao mesmo tempo possam ajudar, numa dialéctica de aprendizagem bipolar, onde todos os que amam a causa Tunante possam aprender uns com os outros. Sempre fui algo avesso relativamente a maiorias absolutas, muita gente trajada, registos de milhares online, à União Nacional, às vinte milhões de bandeiras nacionais nas janelas e outras manifestações semelhantes de massificação ao cubo porque elas mesmas demostram de forma cabal o que disse atrás: prioridade à quantidade em detrimento da qualidade, da causa, do essencial.
Desde Agosto de 2006 que aqui - e na sequência do "Novos Goliardos" que nasceu em 2004, "pai" deste espaço - essencialmente se produz um mar de reflexões, passagens de testemunho, tirando "nabos da púcara", dizendo umas quantas verdades, de vez em quando descambando em delirios de autor mas essencialmente promovendo aquilo que eu entendo como sendo essencial: a causa. Não sei - nem me interessa saber - quantos por aqui passam ou deixam de passar, é como no ENT: vão poucos mas bons e essencialmente interessados. Mais importante que isso, para mim, é que pelo menos um que por aqui passe de mês a mês - não desfazendo aos "clientes da casa" que aqui também é a deles e onde podem beber à borla e tocar umas modinhas.... - saía daqui com outras perspectivas sobre a causa do Negro Magistério, questionando-se sobretudo: "Será que é assim como este gajo disse? " Acto contínuo, vai esgravatar a verdade.
E que deixem aqui também outras perspectivas sobre a mesma. Não pretende catequizar, pretende antes questionar algumas "verdades" que por aí andam "à solta" em jeito de maioria mais que absolutamente dogmática e que ao fim e ao cabo, devem as mesmas ser amplamente desmontadas e depois, por fim, endereçadas pelo caminho correcto e para os tempos e Tunos vindouros. O melhor "feedback" que se pode ter é legar algo, a todos, a mim próprio também (perdoem-me o egoísmo mas adoro aprender sobre a causa Tunante). Aqui, este é o único propósito que realmente interessa.
Caso oposto, fecho a tasca ou então troco o nome para "As Minhas Aventuras na Sexolândia" e aí, meus amigos, teremos seguramente uns 10.000 cliques por minuto bastando dar coerência ao titulo do "berloque" com umas sempre apelativas fotos....E nesta tasca continuar-se-ão estoicamente a servir bifanas e tintol "lá de xima" nem que a MacDonald´s compre este quarteirão todo e ofereça BigMac´s à malta por um "aeurió"; pelo menos aqui a malta toca umas "malhas" sentada em bancos de pau e não ouve pelas colunas a "última" da Beyoncé...
Terça-feira, Fevereiro 10, 2009
A Aventura da Evolução histórica da noção Festival..

Desde os remotos tempos de Fecamp, na Normandia, no ano 1000, que a noção de competitividade em Arte, seja musical, declamada ou cantada mudou significativamente. A noção histórica dos Jogos Florais que está no Jurássico da noção dos certames de Tunas é, para lá de remotamente romântica, absolutamente fulcral para o saudável entendimento de facto daquilo que deve ser uma competição em Artes, sejam elas as mais distintas entre si.
Aliás, era - e deveria ter sido sempre - a noção base dessa competição a divulgação per si da natureza, beleza e divulgação dessas mesmas Artes, onde o simples acto de cantar, declamar ou tocar algum instrumento bastava - e bastaria - enquanto função primária de qualquer Arte, ou seja, mostrar pontos de vista estéticos, vivências, estados de alma, culturas e por aí fora. Sem qualquer leitimotiv adendado que porventura, potenciasse a um nivel bélico o entendimento dessa mesma competição - erro crasso de Lesa Tunae em que o certame competitivo se entrincheirou: o importante é o prémio e não o que se faz quando o oposto deveria ser a base de entendimento digamos normal.
O modelo de certame de Tunas que temos em Portugal é - mais uma - exportação espanhola e que surge após a Guerra Civil com o advento dos primeiros certames de Tunas em Espanha patrocinados e controlados pelo Sindicato Espanhol Universitário (organização da Falange Franquista), sendo que às Tunas de cariz universitário de fins do Século XIX, inicios do de XX se desconhecem qualquer tipo de competições entre as mesmas, bastando a sua actividade em si mesma e resumindo o seu maior sucesso ou insucesso na sua perenidade no tempo catalizado pelos aplausos e sucessos granjeados em récitas indoor e digressões efectuadas e por aqui se ficando no que toca ao medir da sua maior ou menor capacidade em alcançar sucesso e perenidade. A divulgação da sua Arte bastava então para conferir a palavra sucesso aos seus actos e omissões.
O próprio modelo espanhol de certame competitivo de Tunas universitárias - ao contrário do que se possa imaginar - evoluíu e transformou-se ao longo dos tempos, fruto quer de vicissitudes de cariz político/social da Espanha do pós Guerra Civil, quer da própria evolução da Tuna então como forma quer de afirmação de um resgate cultural muito próprio, quer do contexto que impulsionou então o ressurgimento das Tunas em Espanha - e relembro que durante a Guerra Civil Espanhola naturalmente as Tunas praticamente desapareceram fruto do conflito bélico.
A gestão e essencialmente controlo por dentro exercido então pelo S.E.U. quanto às Tunas era deveras avassalador em vários aspectos referentes às mesmas, que ia desde por exemplo a existência autorizada de apenas uma Tuna por Distrito Universitário - modelo de organização territorial universitário da Espanha de então - passando pelo controlo rigido de todo e cada uma dos componentes de cada Tuna - o cartão de Tuno era obrigatório quando o mesmo saía de Tuna - passando inclusivamente pelo modelo de organização dos certames, que à época, era algo de absolutamente inédito com regras especificas quer quanto à participação, instrumentos e reportório apresentado e até votação e desclassificações (e quanto a este apartado mais sairá a público aquando da publicação da obra de autor do Cosagape).
Ao contrário do que se possa supôr, o certame do tempo do S.E.U. era algo absolutamente surreal - se visto aos olhos do que é um certame hoje - com regras espartanas e absolutamente radicais, embora com alguns dados que pessoalmente classifico de importantes porque defensores da Tradição Tunante, pecando apenas por imposição do S.E.U e não por vontade própria das intervenientes. Até o Estandarte de cada Tuna deveria ser composto por determinados simbolos- o do S.E.U. nomeadamente - e sob regras completamente rígidas.
Após a queda de Franco e da Ditadura, a noção de certame mutou-se (questiono se evoluiu e face aos dados de que disponho e ao cenário de hoje) para algo parecido com aquilo que hoje todos conhecemos como certame competitivo, embora numa evolução mais lenta onde não haviam muitos certames (anos 70 e 80) de carácter períodico, embora surgissem nestas décadas os certames provinciais, nacionais e de circuito - tendo alguns vingado até à actualidade - para lá dos de carácter internacional.
Tudo isto serve para dizer que o ressurgimento Tunante em Portugal de fins dos anos 80 inícios de 90 importou de forma clara, em jeito de copy paste, o modelo vigente na década de 70 e 80 do Século XX em Espanha e no que se concerne ao modelo de certame competitivo de Tunas tal qual o conhecemos hoje.
Desiludam-se pois aqueles que acham que o certame competitivo foi invenção portuguesa (negativo), que nasceu nos anos 90 em Espanha (negativo outra vez), que foi sempre o mesmo e/ou com o mesmo formato ao longo dos tempos (mais do que negativo) e que finalmente a noção de que a competição tunante sempre existiu desde que há mais que uma Tuna em simultâneo (mais uma "bola à trave"...). A noção de certame competitivo nasceu nos anos 40 em Espanha, sob forte influência politica - e politizados foram todos os seus intervenientes - com uma moldura organizativa que em nada tem a ver com o modelo actual e evoluíu à medida da própria dinâmica histórica, social e cultural Espanhola, tendo sido importada pela Tuna portuguesa quando esta ressurgiu nos fins da década de 80, inícios de 90 do Século XX aquando do "boom" tunante, e que serviu como potenciador do mesmo.
Para terem uma noção do que digo, os certames organizados no pós Guerra Civil Espanhola e até ao advento da Democracia (1975) não tinham sequer..... público a assistir. E por aqui me fico....
Aliás, era - e deveria ter sido sempre - a noção base dessa competição a divulgação per si da natureza, beleza e divulgação dessas mesmas Artes, onde o simples acto de cantar, declamar ou tocar algum instrumento bastava - e bastaria - enquanto função primária de qualquer Arte, ou seja, mostrar pontos de vista estéticos, vivências, estados de alma, culturas e por aí fora. Sem qualquer leitimotiv adendado que porventura, potenciasse a um nivel bélico o entendimento dessa mesma competição - erro crasso de Lesa Tunae em que o certame competitivo se entrincheirou: o importante é o prémio e não o que se faz quando o oposto deveria ser a base de entendimento digamos normal.
O modelo de certame de Tunas que temos em Portugal é - mais uma - exportação espanhola e que surge após a Guerra Civil com o advento dos primeiros certames de Tunas em Espanha patrocinados e controlados pelo Sindicato Espanhol Universitário (organização da Falange Franquista), sendo que às Tunas de cariz universitário de fins do Século XIX, inicios do de XX se desconhecem qualquer tipo de competições entre as mesmas, bastando a sua actividade em si mesma e resumindo o seu maior sucesso ou insucesso na sua perenidade no tempo catalizado pelos aplausos e sucessos granjeados em récitas indoor e digressões efectuadas e por aqui se ficando no que toca ao medir da sua maior ou menor capacidade em alcançar sucesso e perenidade. A divulgação da sua Arte bastava então para conferir a palavra sucesso aos seus actos e omissões.
O próprio modelo espanhol de certame competitivo de Tunas universitárias - ao contrário do que se possa imaginar - evoluíu e transformou-se ao longo dos tempos, fruto quer de vicissitudes de cariz político/social da Espanha do pós Guerra Civil, quer da própria evolução da Tuna então como forma quer de afirmação de um resgate cultural muito próprio, quer do contexto que impulsionou então o ressurgimento das Tunas em Espanha - e relembro que durante a Guerra Civil Espanhola naturalmente as Tunas praticamente desapareceram fruto do conflito bélico.
A gestão e essencialmente controlo por dentro exercido então pelo S.E.U. quanto às Tunas era deveras avassalador em vários aspectos referentes às mesmas, que ia desde por exemplo a existência autorizada de apenas uma Tuna por Distrito Universitário - modelo de organização territorial universitário da Espanha de então - passando pelo controlo rigido de todo e cada uma dos componentes de cada Tuna - o cartão de Tuno era obrigatório quando o mesmo saía de Tuna - passando inclusivamente pelo modelo de organização dos certames, que à época, era algo de absolutamente inédito com regras especificas quer quanto à participação, instrumentos e reportório apresentado e até votação e desclassificações (e quanto a este apartado mais sairá a público aquando da publicação da obra de autor do Cosagape).
Ao contrário do que se possa supôr, o certame do tempo do S.E.U. era algo absolutamente surreal - se visto aos olhos do que é um certame hoje - com regras espartanas e absolutamente radicais, embora com alguns dados que pessoalmente classifico de importantes porque defensores da Tradição Tunante, pecando apenas por imposição do S.E.U e não por vontade própria das intervenientes. Até o Estandarte de cada Tuna deveria ser composto por determinados simbolos- o do S.E.U. nomeadamente - e sob regras completamente rígidas.
Após a queda de Franco e da Ditadura, a noção de certame mutou-se (questiono se evoluiu e face aos dados de que disponho e ao cenário de hoje) para algo parecido com aquilo que hoje todos conhecemos como certame competitivo, embora numa evolução mais lenta onde não haviam muitos certames (anos 70 e 80) de carácter períodico, embora surgissem nestas décadas os certames provinciais, nacionais e de circuito - tendo alguns vingado até à actualidade - para lá dos de carácter internacional.
Tudo isto serve para dizer que o ressurgimento Tunante em Portugal de fins dos anos 80 inícios de 90 importou de forma clara, em jeito de copy paste, o modelo vigente na década de 70 e 80 do Século XX em Espanha e no que se concerne ao modelo de certame competitivo de Tunas tal qual o conhecemos hoje.
Desiludam-se pois aqueles que acham que o certame competitivo foi invenção portuguesa (negativo), que nasceu nos anos 90 em Espanha (negativo outra vez), que foi sempre o mesmo e/ou com o mesmo formato ao longo dos tempos (mais do que negativo) e que finalmente a noção de que a competição tunante sempre existiu desde que há mais que uma Tuna em simultâneo (mais uma "bola à trave"...). A noção de certame competitivo nasceu nos anos 40 em Espanha, sob forte influência politica - e politizados foram todos os seus intervenientes - com uma moldura organizativa que em nada tem a ver com o modelo actual e evoluíu à medida da própria dinâmica histórica, social e cultural Espanhola, tendo sido importada pela Tuna portuguesa quando esta ressurgiu nos fins da década de 80, inícios de 90 do Século XX aquando do "boom" tunante, e que serviu como potenciador do mesmo.
Para terem uma noção do que digo, os certames organizados no pós Guerra Civil Espanhola e até ao advento da Democracia (1975) não tinham sequer..... público a assistir. E por aqui me fico....
Etiquetas:
história dos certames de tunas
Quarta-feira, Fevereiro 04, 2009
A Aventura Pré-Tunante II

Estudiantina Escolar de Valparaíso - Chile
A evolução para o estágio final que hoje conhecemos como Tuna teve expressões pré-tunantes e que mais não eram que as chamadas Comparsas de Carnaval e Estudantis, ainda sem o formato institucional e permanente que as Tunas mais tarde vieram a adquirir.
Estudiantina de Santiago

Já aqui no "Aventuras" se mostrou as nossas (Porto, Coimbra) comparsas estudantis de meados do Século XIX e agora deixo-vos com mais algumas fotos antiquíssimas de algumas dessas formações pré-tunantes intituladas então como Estudiantinas ou Tunas Escolares mas no caso, espanholas e uma Chilena.
Aqui temos a Estudiantina de Santiago de 1877 e mais abaixo temos a Estudantina Cordobesa de 1891.
Mais abaixo a Tuna Escolar de Veterinaria de León de 1914. A foto da Estudiantina Valenciana de la Facultad de Medicina data de 1905.
Estudiantina Cordobesa

Estudiantina Valenciana de la Facultad de Medicina

No Chile - e cabe lembrar que o fenómeno pré-tunante também aqui se fez sentir - temos acima a fotografia da Estudiantina Española de Valparaíso datada de 1891.
Tuna Escolar de Veterinária de León
Etiquetas:
expressões pré tunantes
Terça-feira, Fevereiro 03, 2009
A Aventura do Franchising de Tuna
Os sintomas da actual crise financeira mundial começam efectivamente a chegar à Tuna ou pelo menos - e em rigor - ao ambiente dito tunante.Começam a surgir na internet alguns sites deste género - http://www.tunagranada.com/ , http://www.tunamalaga.com/ ou http://www.tunadesantiago.com/ que por si só atestam de forma cabal muita coisa desde logo.
Começo pelo apartado de um dos seguintes sites acima que diz e passo a citar: "es una iniciativa empresarial formada por 4 tunos con una amplia y larga experiencia.....consiguiendo fidelizar nuestra clientela....Nuestro principal objetivo es la satisfacción del cliente " (fim de citação).
A semântica comercial é clara e digna de um qualquer negócio de âmbito comercial. São usados teaser´s publicitários equivalentes a um qualquer outro ramo de actividade produtiva que fornece, e no caso, serviços. A sua proliferação actual - embora não seja de hoje este fenómeno de comércio da arte tunante - começa a assumir laivos de autêntico franchising, procurando como única contrapartida o dinheiro, ponto período, num mimetismo de alguns exemplos pontuais.
Há que ver isto sob várias vertentes e desde logo a 1ª a reter será a prostituição de uma arte secular que na sua génese sempre soube lidar bem com o aspecto financeiro - o parchear, a sopa boba, a subsistência, etc - sempre dentro de uma lógica tradicionalista.
Parece inequívoco que e usando os casos de estudo acima, o que move os franchisados é unicamente o dinheiro e não a difusão de uma cultura enquanto tal, a sua representação cultural, a sua história enquanto tal. Não ponho sequer em causa o gosto, arte e engenho dos seus intervenientes; seguramente serão excelentes executantes musicais mas mais nada. Tunos não são e assumem-no desde logo - o que já lhes dá uma clara vantagem face a alguns que - até por cá - coexistem e que nem isso conseguem assumir.
Poderão alguns dizer que - e mais uma vez lá vem a "teoria dos tempos" - estes senhores apenas se limitam a fazer às claras o que as Tunas de facto fazem de forma velada. Pois acontece que a forma velada que as Tunas tradicionalmente usam para subsistir, independentemente dos tempos, é uma das características inatas da Tuna desde logo. Foi e é completamente diferente confundir-se a subsistência da Tuna e dos seus elementos enquanto tal com um negócio comercial dito de tunante porque no 1º caso, o que a move não é o dinheiro em si mas sim uma forma de Estar e Ser que quando faz uma Serenata espera como retorno um sorriso ou uma lágrima e não um cheque; Estamos a falar de posturas e coisas absolutamente distintas. Na Tuna o dinheiro serve para a mesma se poder mover unica e simplesmente na prossecução dos seus naturais e genéticos objectivos; nestes franchising´s só o dinheiro os move pois não tocam nem cantam em troca de um sorriso de uma Dama, de um prato de sopa ou até de umas "jolas" e um presunto. São demasiadamente claros nos seus intuitos para que não restem dúvidas, para que não restem confusões entre a Tuna e eles - por muito que da Tuna em sentido lato se sirvam para rechear tão só e unicamente a sua conta bancária.
A natural atracção que o folclore tunante exerce ao incauto turista estrangeiro - e até nacional - serve como potenciador - a par com a crise, mais a de valores do que propriamente a financeira - destes fenómenos comerciais travestidos de Tuna. Facilmente se entende porque pululam grupos deste género e não só de agora, note-se.
Outros poderão dizer ainda: mas qual a diferença entre uma Tuna quando cobra honorários por uma actuação e estes grupos? Resposta uma vez mais no plano moral e não material. No caso da Tuna de facto cobra honorários por duas razões; subsistência do próprio grupo no pressuposto de os honorários cobrados irem directos para o cofre associativo, de todos, potenciando a actividade futura da instituição. No caso dos franchisados a única - e basta - certeza que cada um dos seus "comerciais" tem é que parte dos honorários entra directamente no seu próprio bolso, não restando nem mais uma única razão objectiva para darem o corpo ao manifesto. Na Tuna tanto se toca para o mais faustoso dos ricos como para o mais pobre pedinte e com a mesma graça, alegria e postura; no franchising só se toca para o mais pedinte dos pobres contra documento prévio de quitação por contraprestação de serviços.
Finalmente um alerta: Nestes franchisings é o dinheiro o único "mobil do crime" e pelo menos tem um mérito desde logo; é claro como água o seu intuito: Lucro pessoal. Há franchising´s ditos tunantes que têm outros motivos por trás - que não os pressupostos geneticamente tunantes - e que não se comportando exclusivamente de forma comercial encerram em si outro tipo de comportamento desviante, usando a Tuna em sentido abstracto, resgatando à Tuna o que de melhor ela oferece (vivências, ambientes, etc) e negando o que não lhes interessa de todo resgatar à Tuna (correcto comportamento, trajar, tradições, praxis, etc).
Comparando estes ultimos com os franchisados acima, é como comparar um arrumador de carros que os risca se não tiver uma moedinha com o Sr. Madoff que ataviado de fato e gravata de seda conseguiu enganar meio mundo dizendo-se o que nunca foi, mostrando assim o que de facto ele é. Entre a franqueza de um negócio - por muito promíscuo que seja - e tentar destruir-se subrepticiamente por dentro uma Tradição secular com invenções, negações e reformulações fantasiosas, mil vezes a 1ª opção ; Ao menos esta é clara. Basicamente, é a - pequena grande - diferença entre uma prostituta e uma alternadeira...
Etiquetas:
franchising tunante
A Aventura Retrospectiva II
Mais um "pérola" entretanto descoberta:
Atesta o jornal "Pontos nos iis" de 1 de Março de 1888 - ainda que ao de leve e en passant - a visita da Tuna Compostellana a Lisboa em 1888 precisamente (ver página 2 lado esquerdo em cima).
Já na página 7 do supracitado documento temos a notícia referente à peça levada à cena do Teatro dos Restauradores intitulada "A Tuna de Tuy" com respectiva ilustração da época, onde se lê:
"A Tuna de Tuy é mais do que uma bexiga; é um odro de gargalhadas, que rebenta para ali estrepitosamente fazendo rebentar ao mesmo tempo todas as presilhas de calças e colletes que lhe ficam ao alcance. O desempenho é magnifico por parte de todos e por parte muito especialmente de Joaquim D´Almeida, que nos parece uma figura de Goya, envolto na sua capa de Tuno, e do actor Pinheiro que representa o gallego mais original de todas as conhecidas gerações de gallegos."
De facto, a emigração oriunda da Galiza para Lisboa nesta época era forte como atenta o Professor Universitário Galego Baldomero Cores em variados estudos sobre as correntes migratórias na Península Ibérica, o que confere com o acima descrito.
Atesta o jornal "Pontos nos iis" de 1 de Março de 1888 - ainda que ao de leve e en passant - a visita da Tuna Compostellana a Lisboa em 1888 precisamente (ver página 2 lado esquerdo em cima).
Já na página 7 do supracitado documento temos a notícia referente à peça levada à cena do Teatro dos Restauradores intitulada "A Tuna de Tuy" com respectiva ilustração da época, onde se lê:
"A Tuna de Tuy é mais do que uma bexiga; é um odro de gargalhadas, que rebenta para ali estrepitosamente fazendo rebentar ao mesmo tempo todas as presilhas de calças e colletes que lhe ficam ao alcance. O desempenho é magnifico por parte de todos e por parte muito especialmente de Joaquim D´Almeida, que nos parece uma figura de Goya, envolto na sua capa de Tuno, e do actor Pinheiro que representa o gallego mais original de todas as conhecidas gerações de gallegos."
De facto, a emigração oriunda da Galiza para Lisboa nesta época era forte como atenta o Professor Universitário Galego Baldomero Cores em variados estudos sobre as correntes migratórias na Península Ibérica, o que confere com o acima descrito.
Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009
A Aventura do Conhecimento Tunante
Uma das coisas que mais me intrigou no passado recente e ainda hoje é motivo de alguma admiração reporta-se concretamente à real disponibilidade interior que cada um de nós, Tunos de facto, deve ter face ao conhecimento Tunante, ao real conhecimento Tunante.
Se no passado recente não existia essa disponibilidade por força de um "boom" tunante que se preocupou apenas em viver e a sentir o mesmo a uma velocidade vertiginosa - até pela falta inequívoca de referências - já hoje em dia e passados quase um quarto de século sobre o (re)surgimento Tunante em Portugal, haverá acima de tudo que pensar sobre a disponibilidade interior de cada um de nós sobre o fenómeno tunante - e já mais alicerçado pela "praxis" que estes anos nos trouxe. Mais que estudar-se o fenómeno convirá agora pensar o que estará por detrás desse estudo, quais as reais motivações, qual a necessidade do mesmo estudo existir de facto, qual a nossa - de cada um - predisposição para ir mais além, mais fundo, concretizar enfim sobre o fenómeno tunante nacional.
1ª nota a marcar desde logo: O que falta saber é incomensurávelmente maior face ao que já sabemos. Quem se achar sabedor de mais do que realmente se sabe de facto está a incorrer num erro crasso, para lá da altivez e arrogância: no erro. A pesquisa de facto sobre o fenómeno nacional tem muita matéria que se encontra - como várias vezes o disse aqui e em outros foruns in loco e virtuais - fora de Portugal e para se saber onde anda essa matéria há que ir às fontes - coisa que até agora só ao de leve se aflorou por parte dos poucos estudiosos conhecidos sobre a matéria. Nada garante que não haja muito boa gente possuidora de material, estudos, pesquisas, levantamentos, por este país fora e que pura e simplesmente - até por vicissitudes da própria vida - se encontra enterrado num qualquer baú de memórias dos seus tempos de Tuno. Em suma, reporto-me ao 2º erro crasso na procura do conhecimento tunante: achar-se que o mesmo é monopólio de meia dúzia de eruditos. Não o é e digo-o com particular agrado, por um lado e triste por outro porque seguramente que há por aí perdido neste Portugal muita e boa gente com informações preciosas e que dariam uma adenda valiosa ao estudo sobre o conhecimento tunante que, por tal, não é monopolizável sequer seja por quem seja.
A atestar o que disse antes, não se poderá confundir o esforço e exposição de alguns face a esse contributo com o silêncio ou esquecimento no baú de outros; estou mais que convicto - e porque conheci alguns que hoje nem sei onde moram sequer - que há muito e bom Tuno repleto de estórias, conhecimento, informação e pesquisa que em muito ajudariam ao todo, ao esforço de todos.
O atrás dito subsidia outra noção: não são a meia duzia que hoje se esforça que carrega o peso e a obrigação de informar e formar correctamente, não é monopólio desses essa missão e muito menos serão esses os "donos da bola" numa atitude tipica de menino dono da mesma no recreio; os que estudam a Tuna e dão a cara por esse trabalho têm dois méritos desde logo: estudam e partilham o mesmo com todos: de nada servirá o conhecimento tunante se não for partilhado.
O conhecimento tunante é, deverá ser, empreitada de todos os que são realmente Tunos. Como o fazer? Uns estudam e outros subsidiam esse estudo com o contraditório. Para se aprender é necessário saber-se onde está o erro e assim, evitá-lo, fazendo as coisas direitas por consequência. Não me parece de todo boa pedagogia tunante criticar do nada quem se expoe ao contraditório por dizer meia dúzia de asneiras, desde que quem se exponha esteja disposto a aprender; é tão criticável o professor que dá reguadas por se errar e não explica depois como se faz bem como o será aquele que erra porque pura e simplesmente não quer aprender de todo, achando-se dono e senhor da razão e mestre-escola tunante que só ensina e por isso, nada terá a aprender.
Foi - e continua a ser - erro de palmatória, de meninos como se diz, cair em duas falácias: Arrogância a mais dos que julgam tudo saber e humildade a menos dos que sabem e julgam nada ter a aprender. O conhecimento tunante português ainda não permite a existência - ao contrário de Espanha - de Tunólogos de facto. Louvor a quem a esse conhecimento se dedica mas atenção, que saiba passar o testemunho, não se arrogando de uma infinita presunção do tamanho do erro que está a cometer com a mesma; manter a humildade, o esforço e ouvindo as asneiras para as corrigir é o caminho mais sapiente na ainda pueril pesquisa sobre o conhecimento tunante.
Como dia alguém, é mais sábio aquele que escuta um conselho do que aquele que o dá. E é preciso que o Tuno de facto, hoje, escute os conselhos, ensinamentos, pesquisas, estudos, etc. E isso só é possivel havendo predisposição de quem ensina em aprender e de quem aprende em ensinar até. Sim, porque eu aprendo todos os dias coisas sobre a Tuna e acho imensa piada à minha ignorância sobre a matéria; só assim me mantenho motivado para aprender mais e mais.
Em suma, é tão ridiculo hoje haver quem não queira aprender de facto como será tão ridiculo haver quem julgue que consegue "meter" num ano duzentos de conhecimento tunante...Calma com o ândor que a procissão ainda nem sequer vai no adro, pura e simplesmente ainda nem tão pouco está o andôr aos ombros dos romeiros....se vai com pressa para sair da igreja ainda pode cair ao chão....
O conhecimento Tunante deverá ir devagar, assente em claras verdades de facto, dismistificando pedagogicamente os erros e as invenções e não depressa a correr numa ânsia desenfreada, assente em meias tintas e muito menos negando-se ao contraditório de todos os que querem de facto saber mais e melhor; aborrece-me sobremaneira aquela "cena" à Estado Novo do Sr. Mestre Escola falador pelos cotovelos e dos seus pulilos caladinhos a transcrever a cátedra, como qualquer universitário facilmente concordará. Devemos todos nós - os que investigam e os que querem beber ensinamentos - à Tuna tranquilidade na postura, discernimento no estudo, ser-se assertivo e acima de tudo, sermos pedagogicamente Tunos, entre todos nós. Aliás, os que mais estudam a Tuna deverão ser aqueles que mais humildade para aprender devem mostrar.
Se no passado recente não existia essa disponibilidade por força de um "boom" tunante que se preocupou apenas em viver e a sentir o mesmo a uma velocidade vertiginosa - até pela falta inequívoca de referências - já hoje em dia e passados quase um quarto de século sobre o (re)surgimento Tunante em Portugal, haverá acima de tudo que pensar sobre a disponibilidade interior de cada um de nós sobre o fenómeno tunante - e já mais alicerçado pela "praxis" que estes anos nos trouxe. Mais que estudar-se o fenómeno convirá agora pensar o que estará por detrás desse estudo, quais as reais motivações, qual a necessidade do mesmo estudo existir de facto, qual a nossa - de cada um - predisposição para ir mais além, mais fundo, concretizar enfim sobre o fenómeno tunante nacional.
1ª nota a marcar desde logo: O que falta saber é incomensurávelmente maior face ao que já sabemos. Quem se achar sabedor de mais do que realmente se sabe de facto está a incorrer num erro crasso, para lá da altivez e arrogância: no erro. A pesquisa de facto sobre o fenómeno nacional tem muita matéria que se encontra - como várias vezes o disse aqui e em outros foruns in loco e virtuais - fora de Portugal e para se saber onde anda essa matéria há que ir às fontes - coisa que até agora só ao de leve se aflorou por parte dos poucos estudiosos conhecidos sobre a matéria. Nada garante que não haja muito boa gente possuidora de material, estudos, pesquisas, levantamentos, por este país fora e que pura e simplesmente - até por vicissitudes da própria vida - se encontra enterrado num qualquer baú de memórias dos seus tempos de Tuno. Em suma, reporto-me ao 2º erro crasso na procura do conhecimento tunante: achar-se que o mesmo é monopólio de meia dúzia de eruditos. Não o é e digo-o com particular agrado, por um lado e triste por outro porque seguramente que há por aí perdido neste Portugal muita e boa gente com informações preciosas e que dariam uma adenda valiosa ao estudo sobre o conhecimento tunante que, por tal, não é monopolizável sequer seja por quem seja.
A atestar o que disse antes, não se poderá confundir o esforço e exposição de alguns face a esse contributo com o silêncio ou esquecimento no baú de outros; estou mais que convicto - e porque conheci alguns que hoje nem sei onde moram sequer - que há muito e bom Tuno repleto de estórias, conhecimento, informação e pesquisa que em muito ajudariam ao todo, ao esforço de todos.
O atrás dito subsidia outra noção: não são a meia duzia que hoje se esforça que carrega o peso e a obrigação de informar e formar correctamente, não é monopólio desses essa missão e muito menos serão esses os "donos da bola" numa atitude tipica de menino dono da mesma no recreio; os que estudam a Tuna e dão a cara por esse trabalho têm dois méritos desde logo: estudam e partilham o mesmo com todos: de nada servirá o conhecimento tunante se não for partilhado.
O conhecimento tunante é, deverá ser, empreitada de todos os que são realmente Tunos. Como o fazer? Uns estudam e outros subsidiam esse estudo com o contraditório. Para se aprender é necessário saber-se onde está o erro e assim, evitá-lo, fazendo as coisas direitas por consequência. Não me parece de todo boa pedagogia tunante criticar do nada quem se expoe ao contraditório por dizer meia dúzia de asneiras, desde que quem se exponha esteja disposto a aprender; é tão criticável o professor que dá reguadas por se errar e não explica depois como se faz bem como o será aquele que erra porque pura e simplesmente não quer aprender de todo, achando-se dono e senhor da razão e mestre-escola tunante que só ensina e por isso, nada terá a aprender.
Foi - e continua a ser - erro de palmatória, de meninos como se diz, cair em duas falácias: Arrogância a mais dos que julgam tudo saber e humildade a menos dos que sabem e julgam nada ter a aprender. O conhecimento tunante português ainda não permite a existência - ao contrário de Espanha - de Tunólogos de facto. Louvor a quem a esse conhecimento se dedica mas atenção, que saiba passar o testemunho, não se arrogando de uma infinita presunção do tamanho do erro que está a cometer com a mesma; manter a humildade, o esforço e ouvindo as asneiras para as corrigir é o caminho mais sapiente na ainda pueril pesquisa sobre o conhecimento tunante.
Como dia alguém, é mais sábio aquele que escuta um conselho do que aquele que o dá. E é preciso que o Tuno de facto, hoje, escute os conselhos, ensinamentos, pesquisas, estudos, etc. E isso só é possivel havendo predisposição de quem ensina em aprender e de quem aprende em ensinar até. Sim, porque eu aprendo todos os dias coisas sobre a Tuna e acho imensa piada à minha ignorância sobre a matéria; só assim me mantenho motivado para aprender mais e mais.
Em suma, é tão ridiculo hoje haver quem não queira aprender de facto como será tão ridiculo haver quem julgue que consegue "meter" num ano duzentos de conhecimento tunante...Calma com o ândor que a procissão ainda nem sequer vai no adro, pura e simplesmente ainda nem tão pouco está o andôr aos ombros dos romeiros....se vai com pressa para sair da igreja ainda pode cair ao chão....
O conhecimento Tunante deverá ir devagar, assente em claras verdades de facto, dismistificando pedagogicamente os erros e as invenções e não depressa a correr numa ânsia desenfreada, assente em meias tintas e muito menos negando-se ao contraditório de todos os que querem de facto saber mais e melhor; aborrece-me sobremaneira aquela "cena" à Estado Novo do Sr. Mestre Escola falador pelos cotovelos e dos seus pulilos caladinhos a transcrever a cátedra, como qualquer universitário facilmente concordará. Devemos todos nós - os que investigam e os que querem beber ensinamentos - à Tuna tranquilidade na postura, discernimento no estudo, ser-se assertivo e acima de tudo, sermos pedagogicamente Tunos, entre todos nós. Aliás, os que mais estudam a Tuna deverão ser aqueles que mais humildade para aprender devem mostrar.
Etiquetas:
conhecimento tunante
Subscrever:
Mensagens (Atom)
